Empresas portuguesas aumentam produtividade com IA, mas enfrentam desafios

Um recente estudo da Bain & Company revela que as empresas portuguesas que implementam inteligência artificial (IA) em larga escala estão a alcançar ganhos significativos de produtividade, que variam entre 15% e 25%. Além disso, estas organizações reportam melhorias de até 30% no EBITDA. No entanto, a consultora alerta que a falta de modernização das infraestruturas tecnológicas está a limitar o impacto financeiro destas inovações.

A investigação, intitulada “Will IT Accelerate or Stall Your AI Transformation?”, destaca que, embora as empresas já tenham identificado o potencial da IA, muitas ainda carecem das bases tecnológicas e de dados necessárias para transformar projetos piloto em resultados financeiros concretos. O verdadeiro desafio não reside na identificação de casos de uso, mas sim na capacidade das áreas de TI e dados para suportar a implementação da IA em toda a organização.

João Valadares, Partner da Bain & Company, afirma que “a maioria das empresas já percebeu o potencial da IA. O desafio deixou de ser experimentar tecnologia e passou a ser criar condições para a escalar em toda a organização”. Ele alerta que as empresas que não modernizarem as suas plataformas e arquitetura tecnológica correm o risco de ficarem presas a uma sucessão de projetos sem impacto material no negócio.

A consultora sublinha que a falta de investimento em infraestrutura, governação e dados pode travar a aceleração da IA, comprometendo o retorno financeiro. Este cenário é ainda mais preocupante com o surgimento de agentes autónomos e modelos complexos que exigem uma adaptação constante às novas realidades do mercado.

Em Portugal, a prioridade deve ser a modernização das plataformas, dados e modelos de governação, para evitar a estagnação em provas de conceito. Para mitigar estes riscos e maximizar o valor da IA, a Bain & Company delineia cinco prioridades para os líderes de tecnologia: reforçar a governação de IA, dados e plataformas; acelerar a execução através da redução de ciclos longos de planeamento; aumentar a orientação para o cliente com ciclos de feedback mais curtos; otimizar custos com software e fornecedores; e investir nas fundações tecnológicas essenciais.

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A conclusão do estudo é clara: a obtenção de vantagem competitiva depende diretamente da capacidade das empresas em integrar a inteligência artificial no centro das suas operações. Leia também: “Como a modernização tecnológica pode transformar o seu negócio”.

inteligência artificial inteligência artificial inteligência artificial Nota: análise relacionada com inteligência artificial.

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Fonte: Sapo

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