A SIRESP S.A., responsável pelo Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, está a solicitar cerca de 344 mil euros aos seus fornecedores devido às falhas ocorridas durante o apagão de 28 de abril de 2025. A informação foi divulgada pelo Ministério da Administração Interna e refere que as penalizações contratuais totalizam 343.865,22 euros, embora não tenha sido especificado o montante exigido a cada fornecedor.
De acordo com a Sic Notícias, a maior parte deste valor está a ser atribuída à NOS, que gere dois dos sete lotes do sistema onde se verificaram as falhas. O SIRESP está dividido em sete lotes, adjudicados a várias empresas, incluindo a Motorola, a NOS, a Omtel, a No Limits, a Moreme e a Altice Labs.
Em resposta a esta situação, a NOS reafirma que os serviços prestados, tanto de transmissão terrestre como de redundância via satélite, foram “integralmente cumpridos” conforme os contratos estabelecidos. A operadora sublinha que não teve qualquer intervenção no desenho ou nas decisões operacionais da rede SIRESP, responsabilidades que considera serem exclusivamente da SIRESP S.A.
A NOS argumenta que os serviços que prestou não foram a causa das falhas no SIRESP, o que justifica a sua posição de não ser penalizada. A empresa afirma ainda que não recebeu qualquer penalidade ou comunicação formal a indicar a intenção de penalização.
O apagão de abril de 2025 expôs várias fragilidades do sistema SIRESP, que falhou em mais de 90% das antenas, levantando preocupações sobre a fiabilidade das comunicações de emergência em Portugal. Este incidente poderá ter repercussões significativas na confiança pública nas infraestruturas de emergência.
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Fonte: ECO





