Portugal apoia integração dos Balcãs e estatuto para a Ucrânia

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, reafirmou hoje o apoio de Portugal à integração gradual dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) e à atribuição de um estatuto de membro associado à Ucrânia. Durante a cimeira que reuniu os líderes europeus e os homólogos dos Balcãs em Tivat, Montenegro destacou a necessidade de a UE adotar mecanismos que a tornem um ator relevante a nível global.

Montenegro sublinhou que os líderes europeus demonstraram um “forte compromisso” em acelerar o processo de adesão dos países balcânicos, propondo um “modo de funcionamento intercalar” que permita um maior envolvimento desses países nas dinâmicas da UE. Esta proposta, defendida por França e Alemanha, visa a integração gradual, permitindo que os Balcãs acedam a algumas regalias, como o acesso parcial ao mercado único, mesmo antes de se tornarem membros plenos.

O primeiro-ministro português afirmou que esta abordagem permitirá um envolvimento mais significativo dos Balcãs Ocidentais na UE, tanto em reuniões como na articulação de políticas conjuntas nas áreas da energia, segurança e conectividade. Montenegro enfatizou que a presença dos Balcãs na Europa é crucial para a autonomia estratégica do continente e para a promoção de paz e desenvolvimento económico.

Em relação à Ucrânia, Montenegro manifestou apoio à proposta alemã de atribuir o estatuto de membro associado, que permitiria à Ucrânia participar nas cimeiras da UE sem direito a voto, enquanto o processo de adesão está em curso. O primeiro-ministro destacou que esta lógica é semelhante à que se aplica aos Balcãs Ocidentais, permitindo que a Europa não fique refém de processos burocráticos.

Montenegro alertou para a necessidade de a Europa ter mecanismos de evolução para não ficar atrás de outras potências globais, como os Estados Unidos, a China e a Rússia. A cimeira em Tivat foi considerada um avanço em relação à última reunião entre a UE e os Balcãs, realizada em Bruxelas em dezembro.

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Questionado sobre a participação de Portugal em ações nos Balcãs, como na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo, Montenegro não respondeu diretamente, mas mencionou que foi abordado por vários Estados durante a cimeira, que mostraram interesse em partilhar experiências em governação eletrónica e processos digitais. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado de Portugal está convidado a visitar Montenegro para dar continuidade a estes contactos.

Por fim, em relação à proposta de diálogo entre a Ucrânia e a Rússia, Montenegro reiterou que um processo de paz requer a participação de ambas as partes e que a UE pode desempenhar um papel importante nesse diálogo.

Leia também: O impacto da integração dos Balcãs na economia europeia.

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Fonte: Sapo

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