Air France-KLM avalia compra da Easyjet e parceria com Castlelake

O grupo Air France-KLM está a monitorizar a possibilidade de adquirir a Easyjet e não descarta uma colaboração com o fundo norte-americano Castlelake, que procura um parceiro europeu para concretizar o seu interesse na companhia aérea. Esta informação foi revelada à margem da reunião anual da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), que decorreu no Rio de Janeiro.

Ben Smith, presidente executivo da Air France-KLM, afirmou à Bloomberg que a companhia não está actualmente envolvida em negociações, mas que estaria disposto a atender uma chamada do Castlelake sobre a compra da Easyjet. “Claro que sim, e acredito que todos os nossos concorrentes fizessem o mesmo”, disse Smith, sublinhando a relevância da Easyjet no mercado.

O fundo Castlelake anunciou no final de maio que se encontra nas fases iniciais de análise para uma proposta de aquisição da Easyjet, embora ainda não tenha contactado o Conselho de Administração da empresa. É importante notar que, segundo a legislação europeia, as companhias aéreas não podem ser maioritariamente detidas por capital norte-americano, o que torna essencial que a Castlelake encontre um parceiro europeu para avançar com a compra da Easyjet.

Smith elogiou a Easyjet, com sede em Luton, Reino Unido, referindo que a companhia possui um portefólio de ‘slots’ muito impressionante. Para ele, não é surpreendente que um grupo esteja interessado em adquirir a empresa. Esta não é a primeira vez que a Air France-KLM e a Castlelake estão em negociações, uma vez que a companhia francesa está a adquirir participações da Castlelake para obter a maioria na escandinava SAS.

De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, a Castlelake está a considerar uma parceria com a empresa de logística MSC Mediterranean para formular uma proposta sobre a Easyjet. Contudo, no passado dia 1 de junho, a Easyjet afirmou que o seu Conselho de Administração não manteve conversações ou recebeu qualquer oferta do fundo de investimento norte-americano, considerando a proposta “altamente oportunista”.

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A Easyjet justificou a sua posição, afirmando que os preços das ações estão temporariamente em baixa devido à situação atual no Médio Oriente, que impacta a confiança dos consumidores em relação aos preços dos combustíveis. A companhia aérea recordou que a Castlelake tem até 26 de junho para apresentar uma oferta firme ou retirar-se, conforme as regras de aquisição do Reino Unido.

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Fonte: Sapo

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