O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez uma comparação controversa entre a imigração na Europa e o Dia D, um dos momentos mais decisivos da Segunda Guerra Mundial. Durante um discurso no Cemitério Americano da Normandia, Hegseth referiu-se ao desembarque das tropas aliadas em 1944 como um marco de luta contra a ocupação nazi, sublinhando que, atualmente, diferentes praias europeias estão a ser “invadidas” por ideologias que considera perigosas.
Neste contexto, Hegseth mencionou a chegada de barcos e imigrantes a países como Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, questionando se as capitais europeias estão a fazer o suficiente para enfrentar esta “invasão”. O secretário expressou preocupação com a situação, afirmando que a Europa deve agir antes que seja tarde demais. As suas palavras refletem uma crítica recorrente do governo de Donald Trump à forma como a Europa tem lidado com a imigração na Europa e a segurança.
Hegseth também apelou a uma maior colaboração entre os países, enfatizando que as nações devem partilhar responsabilidades. Ele recordou que os soldados que estão enterrados na Normandia lutaram em aliança, contribuindo com coragem e sacrifício. “Aliados reais, fazendo coisas reais”, disse, sublinhando a importância de uma cooperação genuína entre os países na luta contra os desafios contemporâneos.
Além disso, o discurso de Hegseth não deixou de tocar na questão do apoio europeu na guerra no Irão, que começou em fevereiro com a intervenção dos EUA e de Israel. O secretário de Defesa lembrou que os EUA esperam que os aliados europeus se juntem à luta, e criticou aqueles que não estão a fazer a sua parte. “Vocês vão ter que aprender a lutar por si mesmos”, afirmou, numa clara alusão à necessidade de os países europeus assumirem um papel mais ativo nas suas próprias defesas.
As declarações de Hegseth, que coincidem com o 82.º aniversário do Dia D, levantam questões sobre a forma como a imigração na Europa é gerida e a responsabilidade partilhada entre as nações. A comparação feita pelo secretário de Defesa dos EUA poderá gerar debates acesos sobre a política de imigração na Europa e a sua segurança.
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Fonte: Sapo





