A sustentabilidade tornou-se central na estratégia empresarial em Portugal

Nos últimos 25 anos, a sustentabilidade em Portugal deixou de ser um tema marginal e passou a ocupar um lugar central nas estratégias empresariais, nas políticas públicas e nas expectativas da sociedade. Este percurso, embora não tenha sido linear, foi construído com a dedicação de organizações, empresas e líderes que, antes de a sustentabilidade ser amplamente discutida, perceberam que o desenvolvimento económico deve estar interligado ao progresso humano, social e ambiental.

Duas organizações surgiram em Portugal, há 26 e 25 anos, que desempenharam papéis complementares nesta transformação: o GRACE – Empresas Responsáveis e o BCSD Portugal. Apesar das suas identidades distintas, ambas partilharam uma visão comum, trabalhando para acelerar a maturidade da sustentabilidade nas empresas e promover a sua aproximação às grandes agendas internacionais de desenvolvimento sustentável.

O foco inicial na sensibilização e mobilização evoluiu para uma abordagem mais integrada e estratégica, reconhecendo que a sustentabilidade não pode ser relegada a um único departamento. É essencial que a liderança esteja envolvida, que as equipas sejam mobilizadas e que a sustentabilidade seja integrada em todas as áreas da gestão, na cadeia de valor e na cultura organizacional.

Hoje, os desafios enfrentados são mais complexos do que há 25 anos. A instabilidade geopolítica, climática e social é uma realidade, e a pressão regulatória aumentou. A sociedade exige agora um verdadeiro impacto das empresas; não basta apenas comunicar compromissos. É necessário demonstrar coerência, transparência e a capacidade de transformação. A sustentabilidade está intrinsecamente ligada à gestão da incerteza e à capacidade das organizações de resistirem, adaptarem-se e recuperarem de riscos ambientais, sociais e de governação, assegurando a continuidade das suas operações e a criação de valor a longo prazo.

Ao olhar para 2050, o maior desafio será garantir que a transição sustentável não deixe ninguém para trás. Precisamos de empresas que não só gerem valor económico, mas que também fortaleçam comunidades, combatam desigualdades e reconstruam a confiança social.

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Os próximos 25 anos exigirão menos silos e mais colaboração, menos discursos e mais ação coletiva. Esta é talvez a maior lição deste percurso: nenhuma organização consegue transformar a sociedade sozinha. Quando diferentes entidades, empresas e líderes se reconhecem como parte da mesma missão, a mudança torna-se possível.

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Fonte: ECO

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