A atividade económica em Portugal registou uma queda de 5,1% no dia da greve geral, que teve lugar a 3 de junho. Esta informação foi divulgada pelo Banco de Portugal, que apresentou um indicador diário que reflete a situação económica do país. Apesar da diminuição significativa, o Governo caracterizou a adesão à greve como “residual”.
O indicador do Banco de Portugal mostra que a atividade económica sofreu uma diminuição ao longo de toda a semana em que ocorreu a greve, com exceção da segunda-feira. É importante notar que, no dia seguinte à greve, foi feriado de Corpo de Deus, o que pode ter influenciado os dados, uma vez que o feriado no ano anterior ocorreu a 19 de junho. Assim, a comparação deve ser feita com cautela.
Além disso, a média móvel semanal do indicador diário de atividade económica sugere que a taxa de variação homóloga da atividade económica foi inferior à observada na semana anterior, numa semana marcada pela greve geral. O Banco de Portugal alertou para a necessidade de uma análise cuidadosa dos dados, dado que a greve teve um impacto notável na economia.
A greve gerou uma disputa de números entre a CGTP e o Governo. A central sindical afirmou que a adesão foi semelhante à de dezembro, enquanto o Governo manteve que a adesão foi mínima. A ministra do Trabalho, Maria da Palma Ramalho, sublinhou que “a esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, reforçando a ideia de que a greve não teve um impacto tão significativo como foi reportado pela CGTP.
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A análise da atividade económica é crucial para entender as repercussões de eventos como greves gerais, que podem influenciar não apenas o dia em questão, mas também o desempenho económico nas semanas seguintes. A queda de 5,1% na atividade económica é um sinal de alerta que merece atenção, especialmente em tempos de recuperação económica.
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Fonte: ECO





