Irão ataca base dos EUA na Jordânia em resposta a bombardeamentos

A tensão no Médio Oriente escalou com o Irão a anunciar, esta quarta-feira, o lançamento de mísseis balísticos contra uma base norte-americana localizada na Jordânia. A Guarda da Revolução Islâmica do Irão afirmou que esta ação é uma resposta a recentes bombardeamentos realizados pelos EUA em território iraniano. De acordo com a Guarda, a operação teve como alvo a base aérea de Al-Azraq, utilizando um total de 12 mísseis balísticos, e garantiu ter destruído as instalações e um número significativo de aviões de combate.

Além do ataque à Jordânia, a Guarda também revelou que atacou 18 alvos em duas ondas de bombardeamentos contra bases aéreas no Kuwait e no Bahrein. O Irão reafirmou a sua intenção de controlar a navegação no estreito de Ormuz, afirmando que este está fechado. Contudo, o Comando Central dos EUA (Centcom) negou esta afirmação, assegurando que a navegação comercial continua a decorrer normalmente na região.

As forças iranianas também atacaram com drones a Quinta Frota dos EUA, estacionada no Bahrein. A agência de notícias Fars informou que as antenas de comunicação e as instalações de radar do sistema Patriot foram alvos dos ataques. Esta escalada de violência ocorre após o exército norte-americano ter realizado bombardeamentos em resposta às “agressões” do Irão, conforme justificado pelo Centcom.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que os bombardeamentos contra o Irão iriam ser retomados, após uma conferência de imprensa onde expressou a sua frustração com as negociações de paz no Médio Oriente. Trump acusou Teerão de estar a atrasar os acordos e de “brincar” com as negociações. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, reforçou que, se necessário, os EUA não hesitarão em negociar à base de bombardeamentos.

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A situação permanece tensa, com defesas antiaéreas ativadas em Teerão e relatos de explosões em várias cidades do sul do Irão. A escalada de hostilidades entre os dois países levanta preocupações sobre a estabilidade na região e as consequências económicas que poderão advir deste conflito.

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Fonte: Sapo

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