Crescimento do PPR do Estado atinge 76 milhões de euros em 2026

O Fundo dos Certificados de Reforma (FCR), popularmente conhecido como “PPR do Estado”, encerrou o primeiro semestre de 2026 com um total de 76,3 milhões de euros sob gestão. Este valor representa um crescimento de 7,2% em comparação com os 71,2 milhões de euros registados no final de 2025. Este aumento reflete não apenas a valorização do fundo, mas também a crescente popularidade do PPR do Estado entre os investidores.

Nos primeiros seis meses do ano, o número de aderentes ativos ao FCR aumentou 4,7%, totalizando 8.602 contribuintes, de um universo que ultrapassa os 12 mil investidores. Este aumento no número de investidores é um sinal claro do interesse crescente pelos produtos de poupança e reforma, especialmente em tempos de incerteza económica.

Além disso, as subscrições líquidas de resgates também registaram um aumento significativo de 57,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 2,45 milhões de euros. Este montante está apenas 8,6% abaixo do total de subscrições líquidas de resgates de 2023, o que demonstra uma dinâmica positiva no fluxo de capital do PPR do Estado.

A gestão do FCR, liderada por José Vidrago, presidente do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), conseguiu uma rendibilidade de 3,63% no primeiro semestre de 2026. Este desempenho é notável, especialmente quando comparado com os 0,72% obtidos no mesmo período de 2025 e os 3,19% do total do ano passado. Os resultados são um reflexo da estratégia de investimento prudente e da boa gestão dos recursos do fundo.

Entre janeiro e junho, o PPR do Estado também viu a adição de 154 novos beneficiários, elevando o total para mais de 3.600. Desses novos beneficiários, dois optaram por receber um complemento mensal, enquanto os restantes 152 escolheram resgatar o capital acumulado de uma só vez. Esta flexibilidade nas opções de resgate é um dos atrativos do PPR do Estado.

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É importante notar que o PPR do Estado faz parte do Regime Público de Capitalização, um sistema complementar à Segurança Social. A adesão é voluntária e está disponível para todos os trabalhadores abrangidos por um sistema de proteção social obrigatório. Os aderentes podem escolher uma taxa contributiva de 2%, 4% ou 6%, dependendo da sua idade, e os montantes investidos são convertidos em certificados de reforma que se valorizam ao longo do tempo.

Os limites de investimento do PPR do Estado são rigorosos, com a dívida pública a representar, no mínimo, 50% da carteira, enquanto a dívida privada não pode exceder 40% e o investimento em ações está limitado a 25%. Estas restrições visam garantir uma gestão conservadora e a proteção dos investidores contra riscos excessivos.

Além disso, os benefícios fiscais associados ao PPR do Estado são um incentivo adicional, permitindo que os aderentes deduzam uma parte do montante investido no IRS, o que torna este produto ainda mais atrativo.

Em suma, o PPR do Estado continua a demonstrar um crescimento robusto e a atrair novos investidores, consolidando-se como uma opção de poupança segura e rentável. Leia também: “Como escolher o melhor PPR para a sua reforma”.

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Fonte: ECO

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