O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão poderá ser assinado nas próximas 24 horas. A mediação do Paquistão tem sido crucial para o progresso nas negociações, que se arrastam há mais de três meses. Sharif revelou, através das suas redes sociais, que a assinatura do acordo será inicialmente digital, seguida de conversações técnicas ao longo da próxima semana.
A declaração do líder paquistanês surge após os EUA confirmarem a destruição de drones iranianos no Estreito de Ormuz, uma ação que visava proteger navios na região. Tanto os EUA como o Irão têm demonstrado uma aproximação nas suas posições, o que levanta esperanças de um entendimento que ponha fim ao conflito.
“Estamos mais perto que nunca de um acordo. Com a finalização esperada para as próximas 24 horas, o Paquistão está a preparar-se para a assinatura eletrónica do acordo de paz imediatamente a seguir, seguida de conversações de nível técnico na próxima semana. Estamos confiantes de que este acordo de paz histórico vai criar fundações fortes para a paz duradoura”, afirmou Sharif.
Entretanto, Israel, que esteve envolvido no início do conflito com os EUA, tem promovido ataques no Líbano durante este período. Os termos do acordo ainda não são oficiais, mas há indícios de que ambos os lados estão a avançar nas conversações. O ministro dos Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, declarou que o seu país emerge do conflito mais forte, afirmando que “o Irão é o vencedor da guerra com os EUA”.
Do lado norte-americano, uma fonte oficial assegurou que os principais objetivos do Presidente Donald Trump estão a ser cumpridos, incluindo o fim do programa nuclear do Irão e a destruição do urânio. As negociações estão a avançar, com a possibilidade de libertação de ativos iranianos congelados e alívio de sanções sobre as exportações de petróleo, desde que Teerão desbloqueie o Estreito.
O programa nuclear será discutido nos 60 dias seguintes ao acordo, culminando na remoção de todo o urânio enriquecido detido pelo Irão. No entanto, o Irão não confirma esta informação, contrapondo que existe um entendimento para que os EUA paguem reparações de guerra a Teerão.
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Fonte: ECO





