O Irão anunciou que a assinatura do acordo com os Estados Unidos deverá ocorrer nos próximos dias, afastando a expectativa inicial do mediador, o Paquistão, que previa a conclusão para as próximas 24 horas. Esmail Baghai, porta-voz da diplomacia iraniana, afirmou à agência Irna que “não será amanhã [domingo]” e pediu cautela em relação a comentários sobre o processo, devido a reservas da parte americana.
O acordo, que visa o fim do conflito, não abordará a questão nuclear neste momento. Baghai sublinhou que a data exata da assinatura ainda não está definida, mas a expectativa é que a formalização aconteça em breve.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, também se manifestou sobre o processo, afirmando que estamos “mais perto que nunca de um acordo de paz” e que a conclusão estava prevista para as próximas 24 horas. Na sua publicação na plataforma X (antigo Twitter), Sharif mencionou que o Paquistão se preparava para a assinatura eletrónica do acordo de paz, seguida de conversações técnicas na próxima semana.
O contexto deste acordo é complexo, uma vez que os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar ao Irão em fevereiro, justificando-o pela falta de flexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre o seu programa nuclear. Em resposta, o Irão fechou o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, e lançou ataques a alvos em Israel e em bases norte-americanas na região.
O Paquistão tem desempenhado um papel importante como mediador neste conflito, tendo negociado um cessar-fogo entre Teerão e Washington em abril. O objetivo das negociações é o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região, em troca de um compromisso do Irão em não desenvolver armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Atualmente, o bloqueio no Estreito de Ormuz continua, uma vez que esta passagem é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm restrições à passagem de navios que tenham origem ou destino em portos iranianos.
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Fonte: Sapo





