O número de mortes nas estradas da União Europeia registou uma queda significativa de cerca de 70% desde a década de 1970, de acordo com o Relatório de Segurança Rodoviária da DEKRA 2025. Este relatório sublinha o impacto positivo de décadas de políticas e medidas de segurança rodoviária implementadas nos países da UE.
Em 2024, dados preliminares da Comissão Europeia indicam que 19.800 pessoas perderam a vida nas estradas da UE. Este número contrasta fortemente com os mais de 21 mil óbitos registados na Alemanha em 1972, um reflexo da evolução na segurança rodoviária ao longo dos anos. Antes dos anos 70, a segurança nas estradas não era uma prioridade nas agendas políticas, mas desde então, a redução das vítimas mortais tem sido uma constante, especialmente em muitos países europeus.
O relatório da DEKRA também destaca que existem cidades ao redor do mundo que conseguiram não registar mortes no trânsito durante vários anos consecutivos. Essa evolução é monitorizada através do mapa interativo “DEKRA Vision Zero”, que foi lançado em 2014 e é atualizado regularmente para refletir os progressos na segurança rodoviária.
Entre os fatores que contribuíram para a diminuição da sinistralidade rodoviária, destacam-se a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, a imposição de limites de velocidade, e o reforço das regras contra a condução sob o efeito de álcool e drogas. Adicionalmente, a proibição do uso de telemóveis durante a condução e a obrigatoriedade do uso de capacete para motociclistas também foram cruciais. A implementação de sistemas de retenção para crianças é outro aspecto importante na promoção da segurança rodoviária.
O Relatório de Segurança Rodoviária da DEKRA 2025 não só celebra as conquistas alcançadas, mas também aponta para os desafios futuros. A interligação inteligente dos veículos e a digitalização são tendências que deverão ter um papel cada vez mais relevante na melhoria da segurança rodoviária e na redução do número de vítimas nas estradas. Leia também: a importância da educação rodoviária nas escolas.
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Fonte: Sapo





