Na sua primeira reunião como presidente da Reserva Federal (Fed), Kevin Warsh decidiu manter as taxas de juro inalteradas, prolongando assim uma pausa que se iniciou em janeiro deste ano. Esta decisão foi anunciada na quarta-feira pelo Federal Open Market Committee, que optou por manter as Fed Funds Rates no intervalo entre 3,5% e 3,75%. A medida era amplamente antecipada por analistas e investidores.
As novas projeções trimestrais da Fed revelaram que nove dos decisores preveem agora um aumento das taxas de juro até ao final de 2026. Além disso, a declaração de política monetária atualizada retirou a linguagem que anteriormente indicava a possibilidade de futuras reduções nas taxas de juro em 2026. Este é um sinal claro da influência de Warsh, que, ao eliminar qualquer orientação sobre movimentos futuros das taxas, trouxe um formato mais conciso, semelhante ao utilizado pelo ex-presidente Alan Greenspan.
É importante notar que apenas 18 dos 19 decisores políticos apresentaram projeções de taxas de juro. O decisor que não apresentou a sua previsão é presumivelmente Warsh, que está no cargo há apenas três semanas e já expressou críticas ao Resumo das Projeções Económicas.
Na atualização das projeções, as expectativas para a inflação foram revistas em alta, passando de 2,7% para 3,6% até ao final de 2026, antes de se prever uma descida para 2,3% no próximo ano. Esta revisão ocorre sem qualquer aumento nas taxas de juro, alinhando-se com o tom do comunicado, que atribui os preços elevados a perturbações na oferta, geralmente consideradas temporárias.
O crescimento económico foi ligeiramente revisto em baixa, e a taxa de desemprego é agora projetada para terminar o ano nos 4,4%, conforme as previsões da Reserva Federal de março.
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Fonte: ECO





