Leonardo Maria del Vecchio, atual Chief Strategy Officer da EssilorLuxottica e herdeiro do fundador da Ray-Ban, está em busca de financiamento para uma operação avaliada em 10 mil milhões de euros. O objetivo é adquirir participações dos seus irmãos, Luca e Paola, e assim tornar-se o sócio maioritário da holding familiar Delfin.
A Delfin é a principal acionista da EssilorLuxottica, o maior grupo de ótica do mundo, que está avaliado em cerca de 100 mil milhões de dólares. Este conglomerado detém marcas conhecidas como Ray-Ban, Oakley e Persol, além de licenças de prestigiadas marcas de moda como Chanel e Prada.
Recentemente, as negociações com um consórcio bancário para o financiamento abrandaram. Este impasse surge num contexto em que a Intesa Sanpaolo apresentou uma oferta de 30 mil milhões de euros sobre o Monte dei Paschi, complicando ainda mais as discussões sobre os termos da operação e as garantias necessárias.
Diante desta situação, a Lmdv Capital, empresa de Leonardo, começou a explorar alternativas com investidores institucionais de private credit, como a Apollo Global Management. O financiamento privado pode oferecer condições mais favoráveis, com maturidades que variam entre cinco a sete anos, em comparação com os 18 meses típicos do crédito bancário tradicional.
Apesar das dificuldades, algumas instituições do consórcio original continuam a negociar, incluindo o UniCredit. No entanto, o BNP Paribas já se retirou do processo. A Reuters também menciona a possibilidade de sindicação de tranches menores a quatro bancos europeus, como Deutsche Bank e BBVA, sem excluir a entrada de outros bancos na fase final.
A fusão da Luxottica com a francesa Essilor, em 2018, deu origem à EssilorLuxottica, que se tornou um gigante no setor ótico. A empresa não só controla marcas icónicas, mas também possui licenças de marcas de luxo, consolidando ainda mais a sua posição no mercado.
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Fonte: ECO





