Acordo EUA-Irão: Detalhes sobre urânio e Estreito de Ormuz

A Administração Trump anunciou, esta quarta-feira, os detalhes de um acordo de 14 pontos com o Irão, que visa reabrir o Estreito de Ormuz e suspender um conflito que já causou milhares de mortes. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, sem este acordo, “o Estreito nunca teria sido aberto”, alertando que a alternativa seria uma “depressão mundial”, conforme reportado pelo jornal The Guardian.

Os Estados Unidos fizeram concessões significativas para alcançar este acordo com o Irão. Washington comprometeu-se a levantar o bloqueio naval aos portos iranianos, descongelar milhares de milhões de dólares em ativos iranianos e apoiar um fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares para o país. Trump também reconheceu o direito do Irão a enriquecer urânio para fins civis e não pretende pressionar Teerão a desistir do seu programa de mísseis balísticos.

Um alto responsável da administração norte-americana destacou que, “no mínimo, as reservas de urânio enriquecido serão eliminadas através da diluição”. Este gesto é visto como uma vitória significativa para os Estados Unidos, embora a administração tenha expressado a intenção de pressionar por mais concessões.

Em contrapartida, o Irão comprometeu-se a garantir a passagem livre de navios no Estreito de Ormuz durante 60 dias, a conter os seus aliados regionais, incluindo o Hezbollah, e a reafirmar formalmente que não desenvolverá armas nucleares. Esta decisão surge após uma série de ameaças de Trump ao Irão sobre o desenvolvimento de armas nucleares. Teerão também aceitou discutir a diluição do seu stock de 440 quilogramas de urânio altamente enriquecido, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica.

O programa de mísseis balísticos do Irão não foi incluído neste memorando, sendo adiado para futuras negociações, segundo a mesma fonte britânica. Os líderes do G7 manifestaram apoio ao acordo, mas pediram conversações adicionais sobre o programa de mísseis, uma proposta que Teerão deverá recusar.

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O plano de 14 pontos foi apresentado aos jornalistas durante uma sessão informativa reservada, enquanto Trump discursava no encerramento da cimeira do G7. A assinatura formal do acordo está prevista para a próxima quinta-feira ou sexta-feira. Este acordo EUA-Irão poderá ter repercussões significativas na economia global, especialmente nas rotas de transporte marítimo e no mercado de energia.

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Fonte: ECO

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