O International Airlines Group (IAG), que inclui companhias aéreas como a Iberia e a British Airways, expressou preocupações sobre a pressão nos preços do petróleo, resultado da incerteza geopolítica no Médio Oriente. O CEO, Luis Gallego, sublinhou que, apesar de um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irão, a crise na região fez com que os preços do petróleo bruto duplicassem, representando um “desafio significativo” para a empresa, dado que o combustível corresponde a cerca de 25% dos custos totais.
Além da volatilidade dos preços do petróleo, o IAG enfrenta dificuldades operacionais globais. O grupo, que anteriormente considerou privatizar a TAP, criticou os atrasos nas entregas de novos aviões pelos fabricantes. Esta situação, combinada com problemas na cadeia de abastecimento, limita a oferta mundial e exige uma “disciplina constante” para manter a fiabilidade operacional.
Gallego apontou os atrasos na entrega de aeronaves como a principal razão para a restrição da oferta a nível global, uma vez que muitas das novas aeronaves são necessárias para substituir a frota existente. No entanto, o IAG afirma que está a lidar com este ambiente macroeconómico a partir de uma posição “muito mais sólida”. O grupo destaca um balanço robusto, um rácio de alavancagem mais baixo e uma posição de tesouraria forte, que lhe permite enfrentar melhor as flutuações e absorver as pressões sobre os custos.
Apesar destes desafios externos, o CEO considera que 2025 será um ano “muito sólido” para o IAG, prevendo “resultados financeiros recorde”. A procura resiliente por viagens e a diversificação geográfica das suas marcas são fatores que impulsionam a confiança do grupo. Em 2025, o IAG registou um lucro de 3.342 milhões de euros, um aumento de 22,3% em relação ao ano anterior, estabelecendo um novo recorde. O volume de negócios também cresceu, alcançando 33.213 milhões de euros, um aumento de 3,4% face ao ano anterior.
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Fonte: ECO





