A dirigente e deputada do Chega, Rita Matias, manifestou, este domingo, a disponibilidade do seu partido para um “diálogo concreto” com o PSD, ao mesmo tempo que devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”. As declarações foram feitas no final do 43.º Congresso Nacional do PSD, que decorreu no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, Aveiro.
Rita Matias criticou o discurso de encerramento de Luís Montenegro, considerando-o “pouco animado” para quem afirma querer melhorar Portugal. A deputada sublinhou a ausência de “propostas estruturais” no discurso, o que, segundo ela, demonstra uma falta de iniciativa por parte do PSD.
Questionada sobre a possibilidade de o PSD perder a confiança no Chega, especialmente após a rejeição da proposta do Governo para a revisão do Código de Trabalho, Matias mostrou-se confiante: “Creio que não. Nós já tivemos vários entendimentos em várias matérias.” Citou como exemplos as leis da nacionalidade e a entrada de estrangeiros em Portugal.
A dirigente do Chega enfatizou que o PSD deve estar preparado para um diálogo real e não apenas uma “encenação de negociação”. Para Matias, “o país real está agradecido” por o Chega ter chumbado o pacote laboral, uma decisão que, segundo ela, reflete a exigência de uma descida da idade de reforma.
Rita Matias também destacou que houve “mais do que oportunidade” para convergir em torno da legislação laboral desde que o Governo apresentou o seu anteprojeto no ano passado. “Mas não houve realmente essa vontade política”, afirmou, acrescentando que a falta de coragem é, na verdade, uma característica de Luís Montenegro.
“Se existir vontade política, nós temos caminhos a fazer por um Portugal genuinamente melhor, e com entusiasmo – não com esta falta de entusiasmo que vimos neste discurso”, concluiu a deputada.
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Fonte: Sapo





