O líder do Chega, André Ventura, anunciou esta terça-feira que o partido poderá chumbar a proposta de criação da Prestação Social Única (PSU) caso o Governo não imponha restrições ao acesso a apoios para imigrantes que não tenham feito descontos. Esta ameaça surge na véspera da discussão da PSU na especialidade, após o Chega ter votado contra a recente reforma laboral do Governo, resultando na rejeição do diploma.
Ventura, que falava a jornalistas durante uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa, sublinhou que “se querem que qualquer pessoa que chegue a Portugal possa receber subsídios da Segurança Social sem contribuir, não contarão connosco”. O líder do Chega considera que esta prática é um “princípio erradíssimo” e que poderá levar à falência da Segurança Social.
Segundo informações do Expresso, o Chega apresentou no Parlamento uma proposta para alterar o desenho da PSU, que inclui a exigência de que os beneficiários residam em Portugal e tenham feito descontos na Segurança Social durante pelo menos cinco anos. Além disso, o partido propõe que a atribuição da PSU não possa ultrapassar os dois anos sem um intervalo de um ano sem qualquer apoio.
André Ventura também aproveitou a ocasião para desafiar o Governo a focar-se numa reforma da Justiça, em vez de continuar a insistir nas mudanças à legislação laboral. “O conselho que eu deixo ao Governo é este: em vez de se preocupar em fazer reformas contra as pessoas, faça uma que pode ter a certeza de que contará com o Chega e com a maior parte da população”, afirmou.
Na mesma linha, Ventura criticou a ministra do Trabalho, que, segundo ele, deixou “a porta aberta” para a descida da idade da reforma durante as negociações da reforma laboral. O líder do Chega acusou o primeiro-ministro de ter desautorizado a ministra, o que, na sua opinião, foi uma atitude desleal.
A discussão sobre a Prestação Social Única e as suas implicações para os imigrantes sem descontos está a gerar um intenso debate político em Portugal. A posição do Chega poderá influenciar o futuro da proposta e a forma como o Governo aborda a questão da imigração e dos apoios sociais.
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Fonte: ECO





