A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a trabalhar para enfrentar a crise na habitação, propondo a simplificação de processos e regulamentos que dificultam a construção de novas casas. O vereador Vasco Moreira Rato destacou a importância de uma abordagem metropolitana para resolver este problema, que afeta a cidade devido ao seu crescimento e revitalização nos últimos anos.
Na conferência ‘Ano Zero da Habitação’, realizada no auditório da CML, o vereador sublinhou que “Lisboa é vítima do seu próprio sucesso”. A crise no acesso à habitação é uma realidade que se intensificou, e as soluções não podem ser uniformes nem aplicáveis a todos os locais da cidade. “É necessário descentralizar a oferta de habitação e a mobilidade é fundamental”, afirmou.
Vasco Moreira Rato também abordou o impacto positivo do turismo na reabilitação urbana, mas alertou para a concentração excessiva de alojamentos locais em Lisboa. Para mitigar este problema, a CML já cancelou mais de 6 mil licenças de alojamento local e não está a emitir novas licenças em áreas de alta pressão. Estas medidas visam equilibrar a oferta de habitação e o turismo, que, apesar de trazer benefícios, também contribui para a crise na habitação.
Além disso, o vereador apontou para a necessidade de descentralizar os polos turísticos da cidade, uma estratégia que pode ser implementada em áreas como Sintra, Queluz, Arrábida e Lezíria do Tejo. Para que esta descentralização seja eficaz, é crucial encontrar modelos de parceria com outras entidades e municípios.
Vasco Moreira Rato expressou a sua convicção de que as soluções para a crise na habitação não podem ser deterministas. A CML está a chegar a um ponto em que é vital consolidar uma produção contínua de habitação que atenda às necessidades da população e evite futuras crises. A simplificação de processos é, portanto, um passo essencial para garantir que Lisboa possa responder adequadamente à crise na habitação.
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Fonte: Sapo





