Os operadores das redes de distribuição de gás em Portugal anunciaram um plano de investimento de 406,8 milhões de euros para o período entre 2027 e 2031. A proposta foi divulgada esta terça-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que colocou os planos em consulta pública.
De acordo com a ERSE, os 11 operadores das redes de distribuição apresentaram os seus planos quinquenais de desenvolvimento, conhecidos como PDIRD-G 2026. A legislação exige que esses operadores elaborem planos de investimento a cada dois anos, com o objetivo de garantir a evolução e a modernização das infraestruturas de gás.
Do total proposto, 249,9 milhões de euros, ou 61%, serão direcionados para a expansão e densificação das redes. Este investimento em gás permitirá a construção de novas redes primárias e secundárias, bem como a instalação de ramais e infraestruturas individuais para atender novos clientes.
Além disso, 98,4 milhões de euros, correspondentes a 25% do montante total, estão destinados a outras infraestruturas de distribuição. Isso inclui a construção de Unidades Autónomas de Gás (UAG) e redes de média pressão, que facilitarão a ligação à rede de transporte em novas áreas geográficas. Parte deste investimento em gás também será utilizada para a renovação de ativos e para cumprir obrigações legais e regulatórias.
Os planos incluem ainda 29,2 milhões de euros, equivalentes a 7% do total, para investimentos em sistemas de informação e digitalização. Este componente é crucial para a modernização das operações e para a transição energética, preparando as infraestruturas de distribuição para a receção de gases renováveis.
Embora o investimento global proposto seja de 406,8 milhões de euros, a ERSE esclarece que apenas 360,5 milhões de euros estarão em discussão na consulta pública. Isto porque 46,2 milhões de euros já foram aprovados no âmbito do PDIRD-G 2024.
No que diz respeito aos quatro operadores da Floene, cujas licenças de distribuição expiram no final de 2027 – Dianagás, Duriensegás, Medigás e Paxgás – apenas foi apresentado investimento para o ano de 2027. A consulta pública estará aberta durante 30 dias úteis, após os quais a ERSE terá 22 dias para elaborar um relatório sobre os resultados.
Com base nesse relatório, a ERSE emitirá um parecer não vinculativo dentro de 30 dias, podendo incluir alterações às propostas dos operadores. A aprovação final das propostas de PDIRD-G 2026 ficará a cargo do membro do Governo responsável pela área da energia.
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Fonte: ECO





