O crédito à habitação em Portugal registou um crescimento notável de 34,9% em 2025, segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito do Banco de Portugal. Este aumento traduz-se em cerca de 1.950 milhões de euros contratados mensalmente, totalizando aproximadamente 23,4 mil milhões de euros ao longo do ano.
Comparando com 2024, a diferença é significativa, superando os nove mil milhões de euros, uma vez que os bancos tinham emprestado cerca de 17,3 mil milhões de euros para a aquisição de imóveis. O relatório revela que o crédito à habitação aumentou em todos os trimestres de 2025, com variações de 45%, 43,8%, 36,3% e 20,5% em relação aos mesmos períodos do ano anterior.
O número de contratos também subiu, passando de 119.875 para 133.602, o que representa um crescimento de 11,5%. O Banco de Portugal indica que este aumento no crédito à habitação foi impulsionado por diversos fatores, incluindo a descida das taxas de juro de referência, a resiliência do mercado de trabalho, o aumento dos preços da habitação e a implementação da Garantia do Estado, que visa facilitar o acesso dos jovens à habitação.
O montante médio dos novos empréstimos também registou um aumento significativo, passando de 144.660 euros em 2024 para 175.141 euros em 2025, o que representa uma subida de 21,1%. Este crescimento deve-se, em parte, à garantia pública do Estado, que teve um impacto maior do que o aumento dos preços da habitação.
Além disso, o prazo médio dos novos contratos de crédito à habitação aumentou para 31,7 anos, um ano a mais do que em 2024. Este aumento é influenciado pela garantia pública, que permite que compradores mais jovens solicitem prazos de pagamento mais longos. Os contratos realizados sob este regime especial apresentaram um prazo médio de 37,8 anos.
A taxa mista continua a ser a mais utilizada nos novos contratos, embora tenha perdido algum peso, representando 75% dos contratos celebrados. A taxa variável, por sua vez, ganhou popularidade, representando 18,7% do número de contratos, um aumento em relação ao ano anterior.
Os reembolsos antecipados de crédito à habitação também diminuíram em 2025, com uma queda de 16,2% em relação a 2024. O número total de reembolsos caiu para 153.092, refletindo a descida das taxas de juro que reduziu o incentivo à amortização antecipada.
Em suma, o crédito à habitação em 2025 não só cresceu de forma acentuada, como também trouxe mudanças significativas nas condições de financiamento, com um impacto direto no mercado imobiliário. Leia também: Guia de apoio à compra de habitação jovem até aos 35 anos.
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Fonte: Doutor Finanças





