Empresas portuguesas do espaço exploram oportunidades em Itália

Uma delegação de mais de dez empresas portuguesas do sector espacial, incluindo a Tekever e a Critical Software, deslocou-se a Roma esta semana numa missão empresarial organizada pela AICEP. O objetivo é captar negócios e estabelecer parcerias num sector que, em Itália, gera um volume de negócios de três mil milhões de euros e cria mais de nove mil postos de trabalho.

Carlos Nunes Pinto, diretor da AICEP em Itália, sublinha a importância de Itália no panorama europeu do sector espacial. “É um dos países mais relevantes, ao lado de grandes players como a Alemanha e a França, especialmente pelo seu contributo à Agência Espacial Europeia (ESA)”, afirma. A missão visa potenciar o papel de Portugal neste sector em crescimento, promovendo o contacto entre empresas nacionais e operadores locais, assim como com a Agência Espacial Italiana (ASI).

O intuito é facilitar a entrada das empresas portuguesas na cadeia de fornecimento italiana, permitindo que participem em projetos conjuntos e concorram a fundos disponíveis. “A união faz a força”, destaca Nunes Pinto, enfatizando a necessidade de colaboração entre os países europeus para se tornarem competitivos face a grandes players de outros continentes.

Durante dois dias, a delegação visitou o centro espacial de Fucino da Telespazio, o maior teleporto do mundo para telecomunicações por satélite, que alberga 170 antenas numa área de 370 mil metros quadrados. Apesar de algumas empresas já terem contactos com o mercado italiano, outras estão apenas a dar os primeiros passos.

Pedro Rodrigues, da Tekever, revela que a empresa já colabora com a indústria italiana e pretende expandir a sua atuação, especialmente na área de radar. “É uma tecnologia difícil, mas temos vindo a trabalhar nela há vários anos”, explica. Por outro lado, Filipe Santos, CEO da Vesam, reconhece que a empresa já tinha estabelecido contactos prévios e veio a Roma para consolidar parcerias. “Temos que chegar aqui com humildade e tentar penetrar com a nossa boa engenharia”, afirma.

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A missão em Roma foi fundamental para alinhar visões e explorar novas oportunidades. Rui Semide, CEO da Entangled, uma empresa de Évora focada em computação quântica, partilha que a tecnologia quântica está a gerar grande interesse. “Viemos mostrar o que estamos a fazer e estabelecer parcerias com empresas italianas que desejam colaborar no desenvolvimento da nossa Ground Station Quântica”, revela.

O projeto, denominado Transportable Agnostic Quantum Station (TAX), está a ser desenvolvido no âmbito dos Programas ARTES da ESA. “É o segundo contrato que temos com a ESA e estamos a avançar para a fase de modelo de engenharia”, conclui Semide.

Leia também: O impacto da tecnologia quântica no sector espacial.

sector espacial sector espacial Nota: análise relacionada com sector espacial.

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Fonte: ECO

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