Reforço da oferta de transportes públicos em Lisboa até 2027

As empresas de transportes públicos em Lisboa, incluindo o Metropolitano de Lisboa, Transtejo, Carris, CP e Fertagus, anunciaram diversas melhorias na oferta de serviços que entrarão em vigor nos próximos anos. Estas mudanças visam responder à crescente procura e melhorar a mobilidade na área metropolitana.

Durante a conferência “Transporte público: uma década depois o que mudou”, realizada no Terminal do Cais do Sodré, a presidente do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, revelou planos para alargar o horário de funcionamento. A partir de outubro, o metro começará a operar às 5h30 em alguns dias da semana, uma medida que deverá ser implementada de forma gradual. “Estamos a trabalhar em conjunto com a Transtejo e a CP para garantir uma melhor interoperabilidade”, afirmou Cristina.

A falta de ligação entre os horários dos barcos da Transtejo e o metro foi identificada como um desafio. “Precisamos de dados concretos para alinhar as operações”, acrescentou. A meta é que, em janeiro de 2027, o novo horário esteja disponível todos os dias da semana, dependendo da procura.

Além disso, a oferta de transportes públicos em Lisboa será reforçada ao fim de semana, onde a procura tem aumentado significativamente. “As pessoas utilizam o transporte público de forma diferente, especialmente para lazer”, explicou Cristina. A reorganização dos horários visa atender melhor às necessidades dos utentes.

A Transtejo, por sua vez, vai iniciar uma nova ligação entre a Trafaria e Algés em julho. O presidente da empresa, Rui Rei, destacou que o investimento em infraestruturas está a ser realizado em colaboração com as câmaras municipais. “Estamos a preparar a operação com embarcações elétricas e tradicionais”, afirmou.

A Fertagus também está a planear melhorias, com a introdução de novas carruagens em 2027. A presidente da empresa, Cristina Dourado, anunciou que as novas unidades terão capacidade para 350 passageiros, mas a entrega está dependente da Renfe. “Estamos a trabalhar para que as novas carruagens entrem em operação o mais rapidamente possível”, disse.

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A CP, por sua vez, anunciou a aquisição de 153 automotoras, com as primeiras a serem destinadas à Linha de Cascais. O presidente da CP, Pedro Moreira, explicou que estas novas unidades permitirão uma operação mais eficiente, mesmo antes da conversão da linha para o padrão europeu.

Por fim, a Carris está a planear o regresso de uma linha para o Aeroporto Humberto Delgado, embora o presidente Rui Lopo não tenha especificado um prazo. “Assim que tivermos condições, iremos avançar”, garantiu.

Estas iniciativas visam não só melhorar a experiência dos utentes, mas também promover uma mobilidade mais sustentável na capital. Leia também: O futuro dos transportes públicos em Lisboa.

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Fonte: ECO

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