Um estudo recente revela que 73% dos portugueses não sabe quanto precisa acumular para manter o seu nível de vida após a reforma. Este dado, que reflete uma preocupação crescente com a preparação da reforma, foi obtido no Barómetro “Preparação da Reforma”, uma iniciativa da Católica-Lisbon em colaboração com o Doutor Finanças.
A incerteza é evidente, uma vez que cerca de um terço dos inquiridos desconhece o valor que irá receber como pensão em Portugal. Além disso, 65% nunca realizaram uma simulação do montante que necessitam para garantir um rendimento adequado na fase de aposentadoria. Esta falta de planeamento pode levar a dificuldades financeiras no futuro, uma vez que muitos não estão cientes da importância de calcular o valor da sua futura pensão.
O estudo também revela que quase metade dos participantes (47%) expressa dúvidas sobre a capacidade da Segurança Social para assegurar o pagamento das pensões no futuro. A maioria considera que a pensão pública não será suficiente para manter o nível de vida atual, mesmo que receba uma pensão correspondente a 65% do rendimento atual. Apenas 9% dos inquiridos se sentem confortáveis com a situação, enquanto 32% acreditam que terão de fazer ajustes significativos.
Apesar deste cenário preocupante, 68% dos inquiridos afirmam que já começaram a poupar para a reforma. No entanto, a consistência na poupança é uma questão. Apenas um terço dos participantes poupa mensalmente, enquanto 8% o faz anualmente e 25% de forma ocasional. Quando questionados sobre o montante poupado, apenas 24% consegue reservar mais de 10% do seu rendimento mensal. Quatro em cada dez inquiridos poupam menos do que isso, e cerca de 30% não poupam de todo.
A falta de planeamento é ainda mais evidente, com 31% dos inquiridos a preferirem adiar a discussão sobre a reforma. Apenas 49% não adia o pensamento sobre o fim da vida profissional. A escolaridade parece influenciar esta atitude: 58% dos inquiridos com formação superior não consideram a reforma um tema para mais tarde, em comparação com 43% dos que têm ensino secundário e apenas 30% dos que têm menos escolaridade.
Diante destes dados, é crucial que os portugueses comecem a pensar na sua preparação da reforma. Simular o valor da pensão e estabelecer um plano de poupança adequado são passos fundamentais para garantir um futuro financeiro estável.
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Fonte: Doutor Finanças





