O Conselho Internacional de Museus (ICOM) anunciou a aprovação de um novo código deontológico para museus, uma decisão tomada na passada quinta-feira com uma ampla maioria de 85,9% dos votos. Este código, que esteve em discussão durante sete anos, é considerado um passo crucial para fortalecer o enquadramento ético que orienta as instituições museológicas e os seus profissionais em todo o mundo.
O novo código deontológico estabelece um conjunto de princípios éticos universais, que visam guiar os museus na proteção e promoção do património cultural. Além disso, procura fomentar a confiança do público e servir a sociedade de forma mais eficaz. Segundo o comunicado do ICOM, o código revisto apoia os museus na salvaguarda, investigação e gestão responsável das suas coleções, ao mesmo tempo que garante uma governação sustentável e consciente.
Este novo código substitui o documento anterior, que estava em vigor desde 2004, e representa uma atualização essencial das normas éticas da profissão. A revisão do código surge em resposta aos desafios contemporâneos que os museus enfrentam, como a digitalização, a crise climática e a necessidade de abordar os legados do colonialismo por meio de práticas museológicas responsáveis.
O ICOM-Portugal, em comunicado, destacou o compromisso de trabalhar em conjunto com o ICOM-Brasil para disponibilizar uma versão de referência do novo código à comunidade museológica de língua portuguesa, promovendo a sua divulgação e implementação. Esta colaboração é vista como fundamental para assegurar que os princípios do código sejam amplamente adotados.
A definição de museu, que foi adotada em 2022, também foi um fator importante na revisão do código deontológico. Segundo esta definição, um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, que serve a sociedade ao pesquisar, colecionar, conservar, interpretar e expor património material e imaterial. Os museus devem ser acessíveis e inclusivos, promovendo a diversidade e a sustentabilidade, e devem funcionar de forma ética e profissional, proporcionando experiências educativas e de partilha de conhecimento.
O ICOM, fundado em 1946, é a única organização global dedicada aos museus e representa mais de 60.000 profissionais em 139 países e territórios. Com esta nova atualização, o ICOM reafirma a sua posição como a voz dos profissionais de museus a nível internacional.
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Fonte: Sapo





