Rui Tavares, porta-voz do partido Livre, anunciou a sua saída do cargo, mas garantiu que isso não representa um afastamento da sua ligação ao partido. Em entrevista à agência Lusa, Tavares afirmou que a sua decisão visa uma “redistribuição do jogo” dentro da equipa, permitindo-lhe ser “mais útil” na definição de estratégias e na formação de novas lideranças.
Após quatro anos como co-porta-voz, Tavares deixará o cargo na 17.ª reunião magna do partido, marcada para julho em Sintra, mas continuará a exercer funções como deputado no Parlamento. O político sublinhou que a sua saída do cargo não é uma questão de limite de mandatos, mas sim uma escolha pessoal para se focar em funções que ajudem a moldar o futuro do Livre.
“É essencial que o campo progressista em Portugal, e o Livre em particular, apresente várias caras e vozes. Isso é fundamental para manter a confiança dos cidadãos e garantir que estamos alinhados ideologicamente”, afirmou Tavares. Ele acredita que a sua nova função, centrada na estratégia a longo prazo e na formação de lideranças, será crucial para o crescimento do partido e para a promoção de uma governação progressista em Portugal.
Tavares destacou ainda a importância de formar lideranças que possam enfrentar a crescente radicalização da direita. “O Livre deve ser um espaço que fomente o protagonismo e a diversidade de vozes, permitindo que a esquerda cresça e se fortaleça”, acrescentou.
Na lista de candidatos para a nova direção do partido, Tavares aparece em terceiro lugar, mantendo-se ativo na estrutura do Livre, agora com responsabilidades na área da “estratégia, comunicação e formação”. Isabel Mendes Lopes, atual líder parlamentar, recandidata-se ao cargo de co-porta-voz, propondo-se a partilhá-lo com Jorge Pinto, também deputado e candidato às próximas eleições presidenciais.
Rui Tavares, que tem 53 anos e é historiador, foi eleito deputado único pelo Livre em 2022, marcando o regresso do partido ao Parlamento. Desde então, o Livre tem aumentado a sua representação e conquistado mais espaço à esquerda, contando atualmente com uma bancada de seis deputados. Tavares, que já foi eurodeputado entre 2009 e 2014, reafirmou a sua determinação em contribuir para o futuro do partido, que considera essencial para a política progressista em Portugal.
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Fonte: ECO





