O presidente do Benfica, Rui Costa, destacou que a obtenção de um lucro de 8,4 milhões de euros é uma “condição essencial” para que o clube continue a investir na sua competitividade. Este valor, previsto no orçamento que será votado em Assembleia Geral (AG) no próximo sábado, é visto como fundamental para o desenvolvimento das equipas e modalidades do clube.
“Projetamos para 2026/27 um resultado positivo de 8,4 milhões de euros. Este valor não é um fim em si, mas sim uma condição essencial para continuar a investir onde mais importa”, afirmou Rui Costa durante a abertura da segunda AG do dia, realizada no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa. O presidente sublinhou a importância de garantir a capacidade do Benfica de lutar por títulos em todas as frentes.
Na manhã do mesmo dia, o clube já tinha realizado uma primeira reunião sobre Planeamento, Gestão e Resultados Desportivos, destinada a esclarecer os associados sobre a última época desportiva. A segunda AG, focada no Orçamento e Plano de Investimentos para 2026/27, será crucial para a aprovação do orçamento da nova temporada.
O presidente do Benfica frisou que o equilíbrio financeiro é vital para o futuro do clube. “É esse equilíbrio que nos permite olhar para o futuro com confiança, reforçando a qualidade dos nossos plantéis e garantindo a sustentabilidade a longo prazo”, disse Rui Costa. Ele também destacou alguns marcos da época anterior, como a angariação de 30 mil novos sócios e a maior assistência de sempre num jogo de futebol no Estádio da Luz, que demonstram a “força do benfiquismo”.
Rui Costa apelou diretamente aos associados, pedindo a sua confiança e o seu voto favorável na aprovação do orçamento. “O documento que hoje vos apresentamos é um orçamento de rigor, responsabilidade e ambição, pensado para proteger o futuro do clube e reforçar a sua capacidade de vencer”, concluiu, esperançoso quanto à aceitação por parte dos sócios.
O orçamento do Benfica para 2026/27 prevê rendimentos de 70 milhões de euros e gastos de 61,6 milhões, o que permite projetar um lucro de 8,4 milhões. Este valor representa uma melhoria significativa em relação aos 3,91 milhões previstos para a época 2025/26 e supera os 7,65 milhões registados no exercício de 2024/25.
Vale lembrar que, em março de 2025, foram aprovados novos estatutos que estabelecem a demissão automática da Direção caso o relatório de gestão e contas seja rejeitado duas vezes pela AG. No entanto, este mecanismo só se aplica a partir do segundo ano de exercício de cada direção, pelo que não afetará a equipa liderada por Rui Costa nas primeiras contas apresentadas após as eleições de outubro de 2025.
Estas reuniões magnas ocorrem após uma reprovação do orçamento para 2025/26 em junho de 2025, onde 73,80% dos votos foram contra, num ato que antecedeu as eleições em que Rui Costa foi reeleito. O orçamento então apresentado previa um lucro de 5,5 milhões de euros, e a reprovação refletiu um aumento da contestação interna à gestão do presidente.
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Fonte: ECO





