A TotalEnergies anunciou a construção de uma central solar de 7,1 MegaWatts (MW) em Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Este projeto está integrado na construção da unidade de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) e foi revelado através de um concurso para a prestação de serviços de engenharia, construção e aquisição de equipamentos.
A central solar será instalada em Afungi, no âmbito do megaprojeto de GNL da Área 1, que é liderado pela TotalEnergies. A instalação contará com cerca de 13.224 módulos fotovoltaicos, que já foram adquiridos e serão colocados pela empresa que será selecionada para o projeto. A área total destinada à central solar será de aproximadamente 6,5 hectares.
Patrick Pouyanne, presidente da TotalEnergies, destacou em fevereiro o compromisso da empresa em apoiar o desenvolvimento de projetos de eletricidade em África. Ele mencionou a possibilidade de exportar gás de Moçambique para a África do Sul, sublinhando a importância de equilibrar as exportações com o desenvolvimento local. “Precisamos de encontrar um bom equilíbrio entre as exportações e o desenvolvimento local”, afirmou Pouyanne, enfatizando que a TotalEnergies deve contribuir para o fornecimento de energia no continente.
A construção do consórcio Mozambique LNG foi retomada oficialmente a 29 de janeiro, após ter estado suspensa desde abril de 2021 devido a questões de segurança na região. A TotalEnergies levantou a cláusula de ‘força maior’ e iniciou o processo de retoma, com a primeira entrega de GNL da nova linha prevista agora para o primeiro semestre de 2029, um adiamento em relação à previsão inicial de julho de 2024.
Moçambique possui três megaprojetos de exploração de GNL na bacia do Rovuma, que são considerados entre os maiores do mundo. Para além do projeto da TotalEnergies, existe também o da ExxonMobil, que prevê uma produção de 18 milhões de toneladas por ano (mtpa) e aguarda a decisão final de investimento. Adicionalmente, a italiana Eni já está em operação desde 2022, produzindo cerca de sete mtpa a partir da plataforma flutuante Coral Sul, com planos de duplicação a partir de 2028.
A construção da central solar em Moçambique representa um passo significativo para a diversificação da matriz energética do país, promovendo uma abordagem mais sustentável e alinhada com as necessidades locais. Leia também: O impacto dos megaprojetos de gás na economia moçambicana.
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Fonte: Sapo





