Cortes no financiamento de hospitais do SNS por encerramento de urgências

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não mantiverem os serviços de urgência abertos por mais de 72 horas num mês, sejam essas horas seguidas ou interpoladas, enfrentarão cortes no financiamento. Esta medida surge no âmbito das novas regras que estão a ser discutidas entre a Direção Executiva do SNS e as unidades locais de saúde (ULS) para os contratos-programa de 2026, que, tal como no ano anterior, estão atrasados.

O objetivo desta nova metodologia é garantir a continuidade da disponibilidade das urgências e promover a responsabilidade das instituições de saúde. De acordo com o documento que estabelece os termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no SNS para 2026, o financiamento da disponibilidade do serviço de urgência será dividido em duas componentes: uma fixa, que representa 75%, e uma variável, que equivale a 25%. É sobre esta componente variável que recaem as penalizações, ou seja, os cortes no financiamento.

Os hospitais que não cumprirem com a exigência de manter as urgências abertas poderão ver uma redução significativa nos seus recursos financeiros, o que pode afetar a qualidade do atendimento prestado à população. Esta decisão visa pressionar os hospitais a manterem um nível adequado de serviço, especialmente em tempos de elevada procura.

Além dos cortes no financiamento, a situação de José Sócrates também foi notícia. O ex-primeiro-ministro alegou ter perdido cerca de 300 mil euros por ano em salários desde a sua detenção em 2014, no âmbito da Operação Marquês. Sócrates apresentou uma ação judicial contra o Estado, reivindicando uma indemnização por violação do segredo de justiça, tendo obtido uma vitória parcial no tribunal.

Por outro lado, a Unbabel, uma startup que entrou em insolvência, terá de devolver cerca de 1,3 milhões de euros ao IAPMEI, após não ter cumprido com os compromissos assumidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A empresa, que era considerada um caso de sucesso no ecossistema das startups, viu-se obrigada a enfrentar esta situação devido à falta de certificação das despesas realizadas.

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Os cortes no financiamento dos hospitais do SNS refletem uma preocupação crescente com a gestão dos recursos públicos e a necessidade de garantir que os serviços de saúde estejam sempre disponíveis para a população. A implementação destas novas regras poderá ter um impacto significativo na forma como os hospitais operam e na qualidade do atendimento que oferecem.

cortes no financiamento Nota: análise relacionada com cortes no financiamento.

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Fonte: ECO

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