Na passada quarta-feira, o Governo português lançou um guia de boas práticas destinado à cobertura de incêndios rurais, sublinhando a importância da comunicação responsável em situações de emergência. A iniciativa visa apoiar os profissionais da comunicação social na sua missão de informar os cidadãos e promover comportamentos seguros durante a ocorrência de incêndios.
O guia, que faz parte do Sistema de Gestão Integrado de Fogos Rurais, destaca que os incêndios rurais representam uma das maiores ameaças à segurança das populações e ao património natural em Portugal. “Informar também é proteger”, afirma o executivo, enfatizando que a comunicação social tem um papel crucial na proteção das comunidades, na luta contra a desinformação e na construção da confiança pública.
O documento apresenta quatro pontos principais: segurança em primeiro lugar, rigor na informação, uso responsável de imagens e a promoção de uma cultura de prevenção. No que diz respeito à segurança, o guia recomenda que os jornalistas respeitem os perímetros de segurança estabelecidos pelas autoridades e evitem entrar em áreas interditas. Além disso, é aconselhado que mantenham sempre uma via de retirada identificada e utilizem equipamento de proteção adequado.
Em relação ao rigor da informação, o guia sugere que os jornalistas privilegiem fontes oficiais para validar dados operacionais e evitem divulgar alegações não confirmadas sobre as causas dos incêndios. A utilização de terminologia operacional correta e a atualização constante das informações são igualmente enfatizadas.
O uso de imagens também é abordado no guia. Os profissionais são aconselhados a evitar a repetição excessiva de imagens de grandes frentes de fogo, uma vez que estas podem incitar comportamentos de imitação em indivíduos vulneráveis. Além disso, é importante que as imagens utilizadas sejam atuais e que a sua origem seja claramente indicada, se forem de arquivo.
Por último, o guia apela à promoção de uma cultura de prevenção, incentivando os jornalistas a divulgar recomendações de autoproteção e a sensibilizar o público para comportamentos de risco. A valorização de boas práticas de prevenção e a clarificação de dúvidas sobre o comportamento do fogo são igualmente abordadas.
Este guia de boas práticas é uma ferramenta essencial para garantir que a cobertura de incêndios seja feita de forma responsável e informativa. Leia também: “Como os incêndios afetam a economia local”.
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Fonte: Sapo





