A Inteligência Artificial (IA) está a tornar-se uma parte essencial do nosso quotidiano, e a sua evolução traz desafios significativos para os decisores políticos. Nuno Saramago, diretor-geral da SAP, destacou a necessidade de o Estado avaliar a sua disposição para abandonar um sistema tradicional de arquivo e adotar uma abordagem mais operativa. Esta afirmação foi feita durante o painel ‘A grande ajuda da tecnologia’ na conferência Advisory Summit 2026, que teve lugar na Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa em Lisboa.
Saramago sublinhou que a IA pode ser um amplificador das práticas existentes, mas a sua verdadeira eficácia reside na execução de tarefas. Ele defendeu que a automatização e a delegação de decisões são fundamentais para a competitividade que a IA pode trazer. “É crucial integrar a Inteligência Artificial nos processos já estabelecidos”, afirmou.
Bernardo Ivo Cruz, senior advisor da Askblue, abordou os riscos associados a uma base digital nas políticas públicas. Ele salientou que, embora o Estado tenha uma legitimidade formal para desenhar políticas, é igualmente importante avaliar a sua eficácia. Cruz exemplificou a situação das alterações climáticas, onde a inação pode levar a consequências graves. “A ciência exige ação, ou continuaremos a enfrentar desastres”, alertou.
Cruz também mencionou o debate em França sobre políticas públicas, que contrapõe o “fim do mundo” ao “fim do mês”. Ele enfatizou a necessidade de considerar o impacto das políticas nas minorias e nas pessoas que não têm acesso às tecnologias. “As políticas baseadas em Inteligência Artificial podem ser benéficas, mas para quem não sabe usar um telemóvel, isso representa um problema”, destacou.
João Alves, CEO da SpotGov, também participou do painel e destacou a rapidez com que a IA está a transformar o mundo. Ele defendeu a necessidade de acelerar os processos de contratação pública, que representam 15% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. “Se conseguirmos criar um sistema que permita às empresas acederem mais rapidamente aos concursos, vamos democratizar o acesso e preencher os 42% de concursos que atualmente ficam vazios”, afirmou.
Alves acredita que a IA se tornará uma presença comum nas nossas vidas. “Ela vai entrar nas nossas casas e fazer parte das nossas famílias. Temos de aceitar essa mudança de forma positiva”, concluiu.
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Inteligência Artificial Nota: análise relacionada com Inteligência Artificial.
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Fonte: Sapo





