Portugal tem vindo a afirmar-se como um verdadeiro centro de inovação, com um número crescente de startups a conquistar destaque no mercado global. Atualmente, o país conta com sete unicórnios, empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares, que têm atraído investimentos significativos e demonstrado um potencial de crescimento notável. Este fenómeno é ainda mais impressionante quando se considera que, na União Europeia, existem entre 200 e 220 unicórnios, o que significa que cerca de 3,5% deles são portugueses, um rácio que supera a média europeia.
A realidade é que, apesar de sete unicórnios poder parecer um número modesto, Portugal apresenta um desempenho proporcionalmente superior ao seu PIB, que é de 1,8%. Este crescimento é impulsionado por uma nova geração de empreendedores que, após aprenderem com falhanços anteriores, estão determinados a transformar as suas ideias em negócios de sucesso. A história de empresas como a Farfetch e a Unbabel, que enfrentaram dificuldades, serve como um alerta e uma fonte de aprendizagem para os novos fundadores.
Os fatores que têm contribuído para este crescimento incluem uma maior ambição entre os jovens empreendedores, a abertura do mercado a influências externas e a implementação de programas que incentivam a atração de nómadas digitais e o desenvolvimento de startups, especialmente em Lisboa. Estes elementos criam um ambiente propício para o surgimento de empresas robustas e inovadoras, com potencial para se tornarem futuros unicórnios.
A valorização combinada dos sete unicórnios portugueses atinge 32,8 mil milhões de dólares, representando quase um terço do valor total das empresas tradicionais cotadas em bolsa em Portugal. No entanto, a notoriedade e o reconhecimento que estas startups merecem ainda estão aquém do que poderiam ser. Muitas vezes, o modelo de valorização das startups é visto como menos sério em comparação com as empresas tradicionais, o que pode levar a uma miopia empresarial que não reconhece o verdadeiro potencial destas novas empresas.
É essencial que a comunidade empresarial portuguesa comece a valorizar os unicórnios, reconhecendo o seu impacto na economia nacional. O sucesso de empresas como a Talkdesk, OutSystems, e Sword Health demonstra que há um padrão comum entre elas: um conceito inovador, foco no mercado, excelência na execução e um domínio profundo da tecnologia. Estas características são fundamentais para o crescimento e valorização das startups, que representam uma nova era na economia portuguesa.
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Os unicórnios em Portugal não só contribuem para a inovação, mas também para a criação de empregos e para a atratividade do país como um destino para investimento. Portanto, é crucial que os stakeholders, desde associações empresariais a instituições financeiras, comecem a dar mais atenção a estas empresas, reconhecendo o seu papel vital no futuro económico do país.
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Fonte: Sapo





