A Câmara Municipal de Almada anunciou que, a partir das 22:00 de hoje até às 06:00 de domingo, dez localidades do concelho ficarão sem abastecimento de água. Esta medida é parte do esforço da autarquia para restabelecer as reservas de água, face ao aumento significativo do consumo na região.
As áreas afetadas pelos cortes de água incluem a Localidade do Pragal até à Praceta Ricardo Jorge, Vila de Monte de Caparica, Raposo, Torre, Murfacém, Pêra, Bairro do Alto Índio, Bairro de Vale Flores, Bairro da Quinta do Secretário e Bairro do Vale Mourelos. A autarquia esclareceu que o restabelecimento do abastecimento será gradual, podendo a água chegar às torneiras em momentos diferentes nas várias zonas.
Na noite de sexta-feira, já tinham sido realizados cortes de água em localidades como Feijó, Laranjeiro, Vale Flores, Barrocas, Cova da Piedade e Chegadinho. A situação de alerta foi decretada pela presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros, na quarta-feira, devido ao consumo “imprevisível” que tem afetado o abastecimento.
Como parte das medidas implementadas, a Câmara proibiu todas as utilizações de água da rede pública que não sejam para fins domésticos ou essenciais. Isso inclui a rega de jardins, lavagem de viaturas, enchimento de piscinas e o funcionamento de fontes ornamentais. Além disso, vários equipamentos desportivos municipais terão o acesso condicionado e eventos programados, como o Trafaria Com Prova e o Solar Com Vida, foram adiados.
A autarquia de Almada sublinha que a situação é excecional e resulta de uma pressão sem precedentes sobre o sistema de abastecimento. Contudo, garantem que os serviços essenciais, como hospitais e centros de saúde, continuarão a receber água, com a disponibilização de camiões-cisterna nas zonas que necessitem.
Na quinta-feira, a ministra do Ambiente reuniu-se com a presidente da Câmara e outros responsáveis para discutir a situação. Foi anunciado que um novo furo de captação de água entrará em funcionamento até ao fim de semana, aumentando a capacidade do sistema em cerca de 20%. As autoridades acreditam que os constrangimentos no abastecimento de água em Almada poderão estar resolvidos dentro de duas a três semanas.
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Fonte: ECO





