A Comunidade Intermunicipal (CIM) de Leiria está a solicitar ao Governo que considere a região para uma das seis grandes áreas empresariais que foram recentemente anunciadas. Esta proposta foi enviada ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e inclui a criação de uma rede policêntrica composta por cinco Áreas de Localização Empresarial (ALE): Camporês, Monte Redondo, Zona Industrial da Marinha Grande, Carriço/Guia e Zona Industrial de Porto de Mós.
O pedido surge após o anúncio do ministro, que revelou a intenção de criar duas áreas no Norte, duas no Centro (uma no litoral e outra no interior), uma em Lisboa e uma no Alentejo. Manuel Castro Almeida destacou a necessidade de desenvolver áreas empresariais com dimensões entre três e oito quilómetros quadrados, replicando o modelo de Sines.
Os municípios da região de Leiria manifestaram a sua total disponibilidade para colaborar com o Governo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro na implementação deste projeto. Jorge Vala, presidente da CIM, afirmou que a região possui características que a tornam uma candidata natural para acolher uma das grandes áreas empresariais, destacando a sua escala territorial, acessibilidades de primeiro nível e uma base energética única.
A proposta da CIM está alinhada com as prioridades do Governo e com o recém-aprovado Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-C). Este plano prevê o desenvolvimento de uma rede policêntrica de áreas empresariais especializadas, que visa distribuir o investimento e o emprego qualificado por toda a região de Leiria.
O projeto propõe uma governação partilhada entre os cinco municípios, permitindo que cada ALE evolua de forma modular, mas mantendo uma coerência estratégica. A CIM argumenta que a localização do Centro Logístico do Carriço/Guia, em ligação com a ALE de Monte Redondo, configura uma área superior a 500 hectares, ideal para a Grande Área de Localização Empresarial da Região de Leiria.
As acessibilidades da região são um dos pontos fortes da proposta, com ligação à Autoestrada 17, Estrada Nacional 108 e à Linha ferroviária do Oeste. Além disso, a proximidade ao porto da Figueira da Foz, a apenas 20 minutos, é vista como uma vantagem adicional para atrair empresas multinacionais.
A CIM também destaca a relevância de duas infraestruturas energéticas na região, incluindo o maior armazenamento subterrâneo de gás natural do país e a ligação em terra dos parques eólicos offshore da concessão da Figueira da Foz. A comunidade abrange os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
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As potencialidades de cada um dos cinco municípios são diversas, com vocações que vão desde a indústria transformadora e energia renovável até à química e novos materiais. Os objetivos estratégicos da rede de áreas empresariais incluem reforçar a base produtiva regional, atrair investimento e assegurar a sustentabilidade territorial.
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Fonte: ECO





