Os grandes bancos dos EUA encerraram o primeiro semestre de 2026 com resultados financeiros impressionantes, refletindo a força do setor em um ambiente de mercados de capitais em recuperação. O aumento da volatilidade global e a atividade robusta em fusões e aquisições contribuíram para que os principais bancos superassem as expectativas de Wall Street.
O JPMorgan Chase, o maior banco norte-americano, destacou-se com resultados recordes. O lucro por ação (EPS) atingiu 7,70 dólares, superando amplamente as previsões de 5,72 dólares. As receitas ajustadas alcançaram 58,02 mil milhões de dólares, também acima da estimativa de 51,39 mil milhões de dólares. O lucro líquido do banco subiu para 21,2 mil milhões de dólares, comparado a 14,99 mil milhões no mesmo período do ano anterior. A banca de investimento foi o principal motor deste desempenho, gerando 3,90 mil milhões de dólares em receitas, um aumento significativo em relação às expectativas.
O Citigroup também apresentou um desempenho sólido, com um lucro líquido de 11,63 mil milhões de dólares e receitas totais de 49,4 mil milhões. No segundo trimestre, o lucro líquido foi de 5,83 mil milhões de dólares, refletindo um aumento de 45,1% em relação ao ano anterior. O crescimento foi impulsionado pelo forte desempenho no trading, que ajudou a superar as estimativas de Wall Street.
O Goldman Sachs não ficou atrás, reportando um lucro de 12,26 mil milhões de dólares no primeiro semestre, um aumento de 45% face ao ano anterior. O banco destacou que o trading teve um desempenho “fortíssimo”, com lucros no segundo trimestre a crescerem 78% em relação ao mesmo período de 2025. A divisão de gestão de ativos também contribuiu, com um aumento de 20% nas receitas.
O Bank of America beneficiou do crescimento no mercado de ações, registando um lucro líquido de 17,66 mil milhões de dólares, um aumento de 21,5% face ao ano anterior. O desempenho positivo foi impulsionado por operações de trading e atividades de banca de investimento. O Wells Fargo também superou as expectativas, com um lucro líquido de 6,4 mil milhões de dólares no segundo trimestre, acima dos 5,5 mil milhões do ano anterior.
Os resultados dos bancos dos EUA refletem um ambiente favorável, com as fusões e aquisições globais a ultrapassarem os 3 biliões de dólares em 2026. O JPMorgan continua a liderar o setor, participando em grandes operações, como a oferta de ações da Alphabet e a fusão entre a NextEra Energy e a Dominion Energy.
Apesar dos números impressionantes, a reação das ações tem sido moderada, sugerindo que grande parte das boas notícias já estava precificada. Os analistas destacam que os bancos continuam a beneficiar de um contexto de volatilidade sustentada e de um aumento na procura por serviços de aconselhamento e trading.
Com o primeiro semestre a fechar em alta, os investidores aguardam os próximos trimestres para avaliar se esta dinâmica se manterá, especialmente num ambiente marcado por incertezas geopolíticas e macroeconómicas. O setor bancário norte-americano, por enquanto, demonstra uma resiliência notável e a capacidade de gerar lucros acima do esperado.
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Fonte: Sapo





