A empresa de defesa alemã Helsing anunciou que levantou 1,8 mil milhões de dólares, cerca de 1,6 mil milhões de euros, numa ronda de financiamento Série E. Este investimento visa acelerar a integração de inteligência artificial (IA) nas capacidades de defesa europeias, elevando a avaliação da empresa para 18 mil milhões de dólares, ou aproximadamente 15,8 mil milhões de euros.
A ronda de financiamento contou com a participação de investidores novos e já existentes, incluindo nomes como Dragoneer Investment Group, Lightspeed Venture Partners e Goldman Sachs. Este apoio financeiro é um sinal claro do crescente interesse em tecnologias de defesa que incorporam inteligência artificial, uma área que a Helsing tem vindo a explorar intensamente.
A Helsing é especializada no desenvolvimento de drones equipados com inteligência artificial e planeia utilizar este investimento para acelerar a criação e integração de novas plataformas de IA nas forças armadas dos países europeus. Com esta nova ronda, a avaliação da empresa subiu de 12 mil milhões de euros, alcançada no ano passado, para cerca de 15,8 mil milhões de euros, posicionando-se entre as maiores captações realizadas por startups na Europa.
Atualmente, a Helsing colabora com os governos da Alemanha, Estónia, Reino Unido e Ucrânia. Um dos passos mais significativos da empresa será a abertura da sua primeira base de produção nos Estados Unidos, localizada em West Virginia. Nesta instalação, a Helsing irá produzir o HX-2, um drone de ataque avançado que incorpora inteligência artificial.
Jennifer McArdle, general-manager da Helsing US, destacou a importância da tecnologia avançada na dissuasão moderna, afirmando que “a capacidade industrial é uma vantagem estratégica crucial”. A escolha de West Virginia para a nova base de produção deve-se ao compromisso da região com a inovação e à disponibilidade de mão de obra qualificada.
Este anúncio surge num contexto em que os Estados Unidos estão a reforçar a sua base industrial de defesa, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção de sistemas militares. A integração de inteligência artificial na defesa não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para enfrentar os desafios contemporâneos.
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Fonte: ECO





