Ministro das Finanças prevê crescimento económico de 2% em 2026

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou que espera um crescimento económico de 2% para o ano de 2026. A declaração foi feita durante a sua participação na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, onde apresentou as suas previsões para o futuro económico do país.

Em relação ao saldo orçamental, o governante projetou uma taxa de 0% para 2026, com a dívida pública a situar-se acima dos 87%. Miranda Sarmento destacou que os dados do segundo trimestre são encorajadores, prevendo uma aceleração do consumo, investimento e exportações. O turismo, em particular, deverá continuar a ser um motor de crescimento, com as exportações a aumentar nas áreas de tecnologia e serviços.

O mercado de trabalho mantém-se resiliente, com uma taxa de desemprego abaixo dos 6%. O ministro sublinhou que, após um período de estagnação, as remunerações começaram a crescer em 2019, embora tenham sofrido uma queda real em 2022 devido à inflação. No entanto, em 2023, as remunerações recuperaram e, para 2024 e 2025, espera-se o maior aumento real da última década.

Miranda Sarmento também mencionou que a redução do IRS resultará num aumento significativo do rendimento disponível, estimando que este crescimento será superior a 10% nos próximos dois anos. Além disso, a poupança nacional está a aumentar, o que é um indicador positivo para a economia.

O ministro referiu ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está a avançar rapidamente, com a expectativa de que o décimo pagamento seja feito em breve. O investimento estrangeiro tem sido atraído para setores como a indústria, tecnologia e transição energética, enquanto o setor bancário continua a mostrar grande resiliência, com níveis elevados de capitalização.

Miranda Sarmento destacou que já foram reduzidos impostos em cerca de 3 mil milhões de euros, abrangendo o IRS, IMT, imposto de selo e IRC. A reforma das finanças públicas e a simplificação fiscal estão em curso, com o saldo orçamental ajustado a passar de 0,6% para 1,2% entre 2024 e 2025.

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Em relação à dívida, o ministro observou que o spread dos juros da dívida portuguesa está abaixo do de Espanha e França, embora superior ao da Alemanha em 35 pontos base. Este reconhecimento por parte das agências de rating tem contribuído para uma forte procura pela dívida portuguesa, com a procura a ser 10 a 20 vezes superior ao valor de emissão.

Contudo, o ano de 2023 apresenta desafios, especialmente devido a choques imprevistos, como as tempestades que afetaram o país e o início do conflito no Irão. O governo tem implementado medidas de apoio às populações afetadas e lançado linhas de capitalização para ajudar as empresas.

Relativamente aos preços dos combustíveis, Miranda Sarmento afirmou que não é possível reduzir o IVA devido a diretivas europeias, sublinhando a necessidade de medidas direcionadas para os setores mais impactados. Ele também esclareceu que a diferença de preços entre Portugal e Espanha não é uma nova questão, mas sim um problema que se arrasta há anos.

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Fonte: Sapo

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