O empresário João Marques Pinto, que foi o primeiro presidente da Fundação de Serralves, faleceu, conforme anunciado pela própria instituição. A Fundação expressou o seu profundo pesar pela perda de “uma das figuras mais marcantes” da sua história. O comunicado destaca a importância de João Marques Pinto na criação e desenvolvimento da Fundação, que teve início em 1989.
João Marques Pinto ocupou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves até o ano 2000 e, posteriormente, tornou-se presidente do Conselho de Fundadores. O empresário e colecionador teve um papel crucial na concretização do projeto Serralves, mantendo uma ligação ativa à instituição até à sua morte. A Fundação descreve-o como um “portuense com visão cosmopolita” e uma pessoa com uma grande capacidade de liderança, que acreditava profundamente no poder transformador da Arte e da Cultura.
Durante o seu mandato, foram lançadas as bases institucionais e culturais de Serralves, consolidando-se o modelo de participação cívica e mecenática. Um dos marcos do seu trabalho foi a concretização do Museu de Arte Contemporânea, projetado por Álvaro Siza e inaugurado em 1999. A Fundação sublinha que João Marques Pinto soube unir pessoas e instituições em torno de uma visão ambiciosa para a cultura portuguesa, especialmente no que diz respeito à Arte Contemporânea.
Após o término do seu mandato, Serralves já era uma instituição reconhecida internacionalmente e preparada para continuar a sua evolução. O legado de João Marques Pinto permanece vivo na independência e ambição da Fundação, bem como na sua relação com os fundadores, mecenas, artistas e o público. A Fundação acredita que a Cultura é essencial para a construção de uma sociedade mais livre e desenvolvida.
Em 2014, a Fundação de Serralves prestou uma homenagem pública a João Marques Pinto, reconhecendo o seu papel decisivo na criação e afirmação da instituição. Em 2019, o seu contributo para o país foi igualmente reconhecido pelo Presidente da República, que lhe atribuiu a Ordem do Infante D. Henrique.
Além de seu trabalho na Fundação de Serralves, João Marques Pinto também fez parte do núcleo inicial da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, onde foi membro do Conselho de Patronos. Em 2023, foi homenageado com uma exposição no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, em Lisboa, que destacou obras de Maria Helena Vieira da Silva da sua coleção.
João Marques Pinto deixa uma marca indelével nas instituições que ajudou a moldar, fruto da sua sensibilidade artística e do seu espírito de serviço público. O seu legado na arte e cultura em Portugal é inegável e continuará a influenciar futuras gerações. Leia também: O impacto da Fundação de Serralves na arte contemporânea em Portugal.
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Fonte: ECO





