Fernando Menezes, antigo presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, faleceu hoje em Lisboa, aos 74 anos. O presidente do governo açoriano, José Manuel Bolieiro, anunciou um luto regional que se estenderá até quinta-feira, em homenagem a este destacado político.
Na sua nota de pesar, Bolieiro descreveu Fernando Menezes como uma “figura maior da vida política açoriana e defensor incansável da autonomia regional”. Este ano, os Açores celebram o 50.º aniversário da sua autonomia, o que torna a perda de Menezes ainda mais significativa. O Governo dos Açores reconhece o seu relevante contributo para a consolidação da democracia e para a dignificação das instituições da região.
Natural da freguesia da Matriz, na cidade da Horta, ilha do Faial, Fernando Menezes nasceu a 16 de abril de 1952. Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, exerceu a profissão de advogado antes de se envolver na política. Filiado no Partido Socialista, foi deputado e líder da bancada parlamentar socialista. Em novembro de 2000, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, cargo que ocupou novamente após a reeleição em 2004.
Menezes teve uma participação cívica ativa, integrando os órgãos sociais de várias instituições da ilha do Faial, bem como de organizações a nível nacional e internacional. O seu percurso foi reconhecido com diversas distinções, incluindo a Insígnia Autonómica de Valor, que atesta o seu contributo para a região.
O atual presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Garcia, sublinhou a importância de recordar figuras como Fernando Menezes, especialmente no ano em que se celebram os 50 anos da autonomia. Garcia destacou o elevado sentido de responsabilidade e o compromisso de Menezes com a causa pública, afirmando que o seu legado permanecerá na história da assembleia e no fortalecimento das instituições autonómicas.
Francisco César, líder do PS/Açores, também expressou o seu pesar pelo falecimento de Fernando Menezes, elogiando a sua dedicação ao serviço público e à defesa dos interesses dos Açores. “Os Açores perdem uma personalidade de grande dimensão humana e política”, afirmou César, destacando o exemplo de serviço à democracia e à autonomia que Menezes deixou.
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Fonte: Sapo





