O Governo português confirmou que Domingos Simões Pereira, um conhecido opositor guineense, será acolhido em Portugal para tratamento médico. Esta decisão surge após a sua libertação, ocorrida na quinta-feira, e foi motivada por razões médicas e humanitárias, conforme indicado no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Domingos Simões Pereira, que se encontrava em prisão preventiva desde 10 de julho, foi autorizado a deixar a Guiné-Bissau por ordem do juiz de Instrução Criminal, Mamadú Embaló. O juiz considerou necessário que o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fosse observado num centro médico especializado em Portugal. A decisão baseou-se num relatório médico do Hospital Militar de Bissau.
A diplomacia portuguesa sublinhou a importância deste gesto humanitário, afirmando que continuará a trabalhar em prol do regresso à normalidade constitucional e democrática na Guiné-Bissau. “Sempre no respeito pelo povo guineense e pela soberania da Guiné-Bissau, país e povo amigo e irmão, fundador da CPLP”, destacou o comunicado.
De acordo com informações da defesa de Simões Pereira, o opositor poderá permanecer em Portugal durante um período de noventa dias, durante o qual não poderá exercer atividades políticas. Esta decisão reflete a preocupação com a saúde do político, que, após a sua libertação, seguiu para o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, acompanhado de familiares, para embarcar num voo da TAP com destino a Lisboa.
A situação de Domingos Simões Pereira levanta questões sobre a estabilidade política na Guiné-Bissau, especialmente considerando as acusações de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado em outubro de 2025. A comunidade internacional, através da CPLP e da CEDEAO, observa atentamente os desenvolvimentos, na esperança de que a situação política no país se normalize.
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Domingos Simões Pereira Domingos Simões Pereira Nota: análise relacionada com Domingos Simões Pereira.
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Fonte: ECO





