Professores recebem 1 euro por resposta e 12 euros por reapreciação

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou que os professores que corrigem os exames finais nacionais do ensino secundário vão receber um euro por cada resposta avaliada e 12 euros por cada prova que seja reapreciada. Esta medida abrange as classificações da primeira e segunda fase, bem como da época especial dos exames.

Além dos valores mencionados, o despacho também estipula um pagamento de 10 euros por cada prova classificada em suporte físico, aplicável a disciplinas como Geometria Descritiva e Desenho A. Para as provas que forem alvo de reclamação, o pagamento sobe para 18 euros.

O Ministério da Educação justifica esta decisão com a implementação do modelo de classificação eletrónica por item, que faz parte do processo de digitalização da avaliação externa. Esta mudança, segundo o ministério, trouxe uma alteração significativa aos procedimentos dos professores e aos processos de correção.

A operacionalização deste novo modelo exigiu a mobilização de um número considerável de docentes em cada fase de realização das provas, incluindo a segunda fase, cujas classificações ocorrem durante as férias de agosto, e a época especial, que se realiza entre 3 e 8 de setembro, fora do calendário habitual dos exames nacionais.

O governo pretende, com esta medida, reconhecer o esforço dos professores classificadores e relatores, especialmente num ano em que a generalização da classificação eletrónica trouxe constrangimentos que dificultaram o processo de correção. O ministério sublinha que esta compensação financeira é uma forma de valorizar o trabalho dos docentes, que, em muitos casos, tiveram de trabalhar aos fins de semana e em horários noturnos.

Em resposta a questões sobre o custo desta medida, o Ministério da Educação não forneceu informações até ao momento da publicação deste artigo. Contudo, o governo recorda que esta iniciativa se insere nas políticas de valorização dos professores que têm sido implementadas desde abril de 2024, reconhecendo o papel fundamental que desempenham no sistema educativo.

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Recentemente, Fernando Alexandre revelou que ainda existem cerca de 170 exames nacionais por classificar e que foram feitos cerca de 15 mil pedidos de reapreciação das provas da primeira fase, um número que mais do que duplicou em relação aos 6.200 pedidos do ano anterior. Apesar do aumento das reapreciações e dos atrasos na correção, o ministro garantiu que estes problemas não afetarão o acesso dos alunos ao ensino superior.

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Fonte: ECO

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