CTT registam queda de lucros de 41,6% no primeiro semestre

Os CTT (Correios de Portugal) apresentaram resultados financeiros preocupantes no primeiro semestre de 2026, com uma queda acentuada de 41,6% no resultado líquido atribuível aos acionistas, que se fixou em 12,9 milhões de euros. Apesar de um crescimento nas receitas operacionais de 12,9%, que totalizaram 674,3 milhões de euros, a empresa viu o seu lucro final cair 34,2%, passando de 23,5 milhões para 15,5 milhões de euros.

Esta diminuição nos lucros dos CTT é atribuída a vários fatores, incluindo a descida da rentabilidade no comércio eletrónico, influenciada pela nova taxa da União Europeia sobre produtos importados e pelo aumento dos custos financeiros. Além disso, as despesas de reestruturação também impactaram negativamente os resultados. No segundo trimestre, a quebra foi ainda mais acentuada, com uma queda de 41,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Embora as receitas do Banco CTT tenham crescido 8,1%, alcançando 74,1 milhões de euros, o segmento de Correio e Serviços registou uma diminuição de 2,7%. O EBIT (Lucro Operacional) também apresentou quedas significativas, com uma descida de 17,2% no semestre e 27,9% no trimestre. O EBITDA, apesar de ter subido ligeiramente no segundo trimestre, caiu 3% no total do semestre.

Os CTT enfrentam um cenário desafiador, com o aumento das depreciações e amortizações a impactar os lucros. O resultado financeiro também se deteriorou, passando de -9 milhões para -10,4 milhões de euros negativos. O fluxo de caixa livre apresentou um desempenho misto, com um crescimento de 35,1% no trimestre, mas uma queda de 72,8% no acumulado do semestre.

A empresa informou que, apesar das dificuldades, a geração de caixa melhorou no segundo trimestre, com um cash flow operacional de 37,5 milhões de euros. Contudo, a dívida líquida/EBITDA situou-se em 1,8x, refletindo os investimentos e os movimentos de capital circulante.

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Os CTT também revisaram as suas perspetivas para 2026, prevendo um EBIT recorrente entre 105 e 110 milhões de euros, e decidiram aumentar o programa de recompra de ações de 30 para 40 milhões de euros. A empresa espera que o crescimento dos volumes de Correio, Expresso e Encomendas se mantenha entre um dígito médio e elevado no segundo semestre.

Apesar das incertezas, os CTT mantêm uma visão positiva para o futuro, prevendo um EBIT recorrente consolidado entre 115 e 125 milhões de euros para o ano de 2026. A empresa continua a implementar medidas operacionais para gerir a volatilidade e a pressão sobre a rentabilidade.

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Fonte: Sapo

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