O tema dos gastos em defesa continua a ser uma preocupação em Portugal. O Governo anunciou a criação de dois mecanismos para monitorizar a aplicação dos 5,8 mil milhões de euros que o país receberá através do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE). No entanto, o ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que o Tribunal de Contas (TdC) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estariam envolvidos na fiscalização, mas isso não está garantido formalmente. A resolução publicada em Diário da República estabelece a criação de uma comissão de acompanhamento dos investimentos em defesa, composta por representantes do Governo e da Assembleia da República, presidida por uma figura de reconhecido mérito. O primeiro projeto de decreto que cria a comissão de auditoria (CAC-SAFE) aguarda publicação.
Além dos gastos em defesa, outro assunto que merece destaque é o impacto das ondas de calor na produção agrícola. O fenómeno climático conhecido como El Niño deverá prolongar as altas temperaturas na Europa até novembro, o que está a afetar as colheitas. A associação europeia de cereais e oleaginosas, Coceral, estima que a onda de calor de junho poderá ter reduzido o valor da colheita de cereais em cerca de dois mil milhões de euros. A previsão de produção de cereais na União Europeia caiu em nove milhões de toneladas, o que poderá resultar num aumento da fatura alimentar.
Por fim, a situação de Luís Neves, ex-líder da Polícia Judiciária, também está a gerar polémica. Luísa Proença, que foi sua adjunta, revelou que só soube pela televisão sobre um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga. Proença, que tinha a responsabilidade de gerir bens apreendidos, questiona a falta de comunicação sobre o assunto e pede explicações ao atual ministro da Administração Interna.
A atualidade económica em Portugal é marcada por estes temas, que refletem a complexidade da gestão pública e os desafios que o país enfrenta. Leia também: “O impacto das alterações climáticas na agricultura”.
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Fonte: ECO





