Os Estados Unidos anunciaram a realização de novas conversações entre Israel e o Líbano, que terão lugar em Roma de 4 a 6 de agosto. Estas conversações visam a criação de “zonas piloto” com o exército libanês, um passo importante para a estabilidade na região.
Um responsável do Departamento de Estado dos EUA, que preferiu permanecer anónimo, afirmou que “em Roma, os grupos técnicos empenhar-se-ão em fazer avançar a implementação integral do acordo-quadro”. Este acordo é fundamental para resolver questões fronteiriças pendentes e para a elaboração de um acordo global de paz e segurança entre os dois países.
O responsável também destacou que “a experiência adquirida nas primeiras zonas irá ajudar-nos a aperfeiçoar a implementação das zonas piloto, para que esta possa ser alargada de forma progressiva”. Este processo é visto como um passo positivo, embora o exército libanês tenha expressado preocupações sobre as operações militares contínuas de Israel no sul do Líbano, que dificultam a sua mobilização na região.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, já tinha anunciado anteriormente a realização destas negociações, que são vistas como uma oportunidade para avançar no diálogo entre os dois países. O acordo assinado em junho prevê a mobilização do exército libanês em “zonas piloto” que foram evacuadas por Israel, que ainda ocupa parte do sul do Líbano, condicionada ao desarmamento do Hezbollah, um grupo pró-iraniano.
Apesar da aparente acalmia nos combates, o exército israelita continua a realizar ataques intermitentes na região sul, o que levanta preocupações sobre a segurança e a estabilidade. As conversações em Roma são, portanto, um momento crucial para o futuro das relações entre o Líbano e Israel.
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Fonte: Sapo





