A economia portuguesa deverá registar um crescimento de 0,4% em cadeia no segundo trimestre de 2023, de acordo com as estimativas do barómetro conjunto da CIP – Confederação Empresarial de Portugal e do ISEG. Este aumento representa um avanço homólogo de 2%, embora seja inferior ao crescimento de 2,2% observado nos primeiros três meses do ano. Apesar de um início de ano marcado pela estagnação, este resultado indica uma recuperação, ainda que condicionada por fatores externos, como o conflito no Médio Oriente.
A análise revela que, apesar das perturbações externas, a economia nacional demonstrou uma notável resistência. O impacto da guerra entre os EUA e Israel e o Irão levou a um choque energético significativo, mas os indicadores de confiança nos diversos setores melhoraram em relação ao primeiro trimestre. A exceção é a indústria transformadora, que ainda enfrenta desafios.
O primeiro trimestre foi particularmente difícil, com tempestades que causaram danos consideráveis, especialmente no norte do Tejo, afetando a atividade económica. Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, expressou preocupação com a evolução da economia. “A recuperação que parecia estar a desenhar-se em março e abril acabou por não se confirmar”, afirmou, referindo-se ao aumento dos preços do petróleo e do gás natural na Europa, que atingiram novos máximos desde o início da guerra. Este cenário agrava as pressões sobre as empresas, que enfrentam custos energéticos elevados.
Um dos pontos positivos destacados é a performance do setor exportador, que tem contribuído para um crescimento mais equilibrado da economia. As vendas nacionais para o exterior cresceram 5,1% em maio em comparação com o mesmo período do ano anterior, seguindo um aumento homólogo de 15,4% em abril. Esta tendência sugere um otimismo moderado quanto à procura externa no segundo trimestre.
Os dados oficiais provisórios sobre o crescimento da economia serão divulgados esta quinta-feira, dia 30, pelo INE, que apresentará a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais. Este será um momento crucial para avaliar a evolução da economia portuguesa e a sua capacidade de adaptação a um ambiente global em constante mudança.
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Fonte: Sapo





