O excedente agroalimentar da União Europeia (UE) registou um aumento significativo, alcançando os 19,4 mil milhões de euros entre janeiro e maio de 2026. Este valor representa um crescimento de mil milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme revelou a Comissão Europeia.
Em maio, as exportações agroalimentares da UE totalizaram 19,3 mil milhões de euros. No entanto, este número representa uma diminuição de 5% em relação a abril e uma queda de 4% face a maio de 2025. Apesar da descida nas exportações, o excedente agroalimentar continua a mostrar-se robusto, refletindo a resiliência do setor.
O relatório mais recente sobre o comércio agroalimentar da UE, divulgado pelo executivo comunitário, indica que o valor total das exportações agroalimentares nos primeiros cinco meses de 2026 foi de 96,9 mil milhões de euros. Esta cifra representa uma descida de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado, o que levanta preocupações sobre as tendências futuras do mercado.
Um dos fatores que impactou as exportações foi o encerramento do estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, devido ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. Esta situação levou a uma redução de 28% nas exportações para os Emirados Árabes Unidos, além de afetar outros países da região com fluxos comerciais menores.
Por outro lado, as importações agroalimentares da UE também registaram uma queda, descendo 5% para 77,5 mil milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta diminuição é atribuída principalmente à redução nas importações de produtos como cacau, cereais, oleaginosas e culturas proteicas.
O cenário atual do excedente agroalimentar da UE destaca a complexidade do comércio internacional e as suas vulnerabilidades. Apesar das dificuldades enfrentadas, o excedente agroalimentar continua a ser um pilar importante da economia europeia. Leia também: O impacto das tensões geopolíticas no comércio internacional.
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Fonte: Sapo





