Porto regista recorde histórico em voos intercontinentais

O aeroporto do Porto, Francisco Sá Carneiro, alcançou um marco significativo em 2025, ao registar um novo recorde de passageiros. Este crescimento notável demonstra que o aeroporto deixou de ser considerado o “parente pobre” em comparação com o de Lisboa. A diversificação das companhias aéreas que operam na Invicta, especialmente para voos intercontinentais, tem sido um fator crucial para este sucesso.

Atualmente, o aeroporto do Porto conta com 130 rotas que ligam a região Norte a diversos destinos internacionais, incluindo Estados Unidos e Brasil. A partir de maio, o aeroporto irá lançar novos voos, como a ligação da Delta Air Lines para Nova Iorque (JKF), além de várias rotas da Easyjet e TAP para Cabo Verde, e um novo voo da Ryanair para Marrocos.

Este crescimento foi impulsionado por um investimento de 50 milhões de euros da ANA, destinado à modernização da pista, o que contribuiu para um aumento de mais de 6% no número de passageiros, totalizando quase 17 milhões. A Lufthansa, em colaboração com a TAP, prevê expandir a sua operação no Porto, caso a privatização da companhia portuguesa seja bem-sucedida. A ideia é utilizar aeronaves da frota A330 e A321LR para realizar voos intercontinentais a partir do Porto, seguindo um modelo semelhante ao que a companhia já implementa em Frankfurt e Munique.

Tamur Goudarzi Pour, administrador executivo da Lufthansa, afirmou que “o Porto também tem potencial”, destacando a capacidade do A321LR para voar mais de 7 mil quilómetros, o que é essencial para voos transatlânticos. O A330, por sua vez, pode alcançar mais de 11 mil quilómetros de autonomia.

A Azores Airlines já estabeleceu um recorde com o A321LR, ao realizar um voo direto de quase 7.900 quilómetros entre Oakland, na Califórnia, e a ilha Terceira, nos Açores, em 2021. Contudo, a relação entre o Sá Carneiro e a TAP tem sido conturbada nos últimos anos. Em 2016, a TAP decidiu reduzir voos no Porto, o que gerou polémica e levou à criação de uma ponte aérea para reforçar a ligação entre Lisboa e Porto.

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Pedro Castro, especialista em aviação, comentou que “devido às limitações do aeroporto de Lisboa, algumas companhias têm apostado no Porto para crescer em Portugal”. Ele sublinhou que, pela primeira vez, existe uma companhia de longo curso, a Ethiopian Airlines, a operar exclusivamente a partir do Porto, com voos para Addis Abeba, uma rota que não é viável em Lisboa. A Bulgaria Air também irá iniciar voos do Porto para Sofia, devido à falta de disponibilidade em Lisboa.

A descentralização do tráfego aéreo é uma tendência que, segundo Pedro Castro, é “impossível” de realizar com um mega aeroporto em Lisboa. A atual infraestrutura aeroportuária em Portugal tem contribuído para um cenário mais equilibrado, beneficiando o país como um todo.

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Fonte: Sapo

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