Na sessão solene que assinalou o 50.º Aniversário da Constituição da República Portuguesa, o Presidente da República, António José Seguro, abordou um tema que tem gerado preocupação entre os cidadãos: o incumprimento da Constituição. Segundo Seguro, a frustração que muitos portugueses sentem não se deve ao texto fundamental em si, mas sim à sua falta de cumprimento.
Durante a cerimónia realizada na Assembleia da República, o Presidente afirmou que a Constituição não é um obstáculo à resolução dos problemas que afetam a vida dos cidadãos. “A frustração que os portugueses sentem não é a da Constituição, mas a do seu incumprimento”, sublinhou, enfatizando que é essencial que todos os cidadãos se sintam parte deste documento que rege a nação.
António José Seguro recordou que a data comemorativa não deve ser vista apenas como um marco histórico, mas sim como um momento de reflexão sobre o futuro do país. “Esta data não pertence ao passado, pertence a todos nós. Ao Portugal que somos e que queremos continuar a ser”, afirmou. O Presidente destacou a importância da Constituição como um ideal que une os portugueses e que deve ser respeitado e cumprido por todos.
Na sua intervenção, Seguro fez uma homenagem dupla, reconhecendo o papel dos Capitães de Abril e dos membros da Assembleia Constituinte eleita a 25 de abril de 1975. Este reconhecimento é fundamental para que os valores da liberdade e da democracia continuem a ser defendidos e promovidos em Portugal.
O incumprimento da Constituição é, portanto, um tema central nas preocupações dos cidadãos. É necessário que as instituições e os governantes se comprometam a respeitar e a fazer cumprir os princípios consagrados na Constituição, para que a frustração dos portugueses possa ser mitigada e a confiança nas instituições possa ser restaurada.
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Fonte: Sapo





