O IRS automático surge como uma solução prática para os contribuintes, permitindo a entrega da declaração de rendimentos sem necessidade de preenchimento manual. Este sistema, que apresenta uma declaração pré-preenchida, promete simplificar o processo e acelerar reembolsos. No entanto, é importante avaliar as suas desvantagens antes de optar por esta modalidade. Neste artigo, vamos explorar como funciona o IRS automático e se é a melhor escolha para a sua declaração de rendimentos em 2026.
O IRS automático consiste na disponibilização de uma declaração pré-preenchida que inclui rendimentos, retenções na fonte e despesas comunicadas ao longo do ano. Para utilizar este sistema, o contribuinte deve aceder ao Portal das Finanças, verificar os dados e confirmar a entrega, caso tudo esteja correto. Se preferir, pode optar pela entrega manual.
Os contribuintes que podem beneficiar do IRS automático são aqueles que, em 2025, tenham rendimentos de trabalho dependente, pensões, trabalho independente sob o regime simplificado, ou rendimentos tributados por taxas liberatórias. É necessário que sejam residentes em Portugal durante todo o ano e que não usufruam de benefícios fiscais, exceto a dedução de valores aplicados em PPR.
Uma novidade para 2026 é que o IRS Jovem também estará abrangido pelo IRS automático. Os jovens até aos 35 anos que cumpram os requisitos deste regime poderão optar pela declaração pré-preenchida, simplificando ainda mais o processo.
As vantagens do IRS automático incluem a rapidez no preenchimento da declaração e a possibilidade de um processamento mais célere, o que pode resultar em reembolsos mais rápidos. No entanto, as desvantagens não devem ser ignoradas. A declaração pode não incluir todas as deduções disponíveis, o que pode resultar em reembolsos inferiores ou até em impostos a pagar. Além disso, alterações no agregado familiar podem não ser refletidas na declaração pré-preenchida.
Antes de validar a declaração automática, é crucial que o contribuinte verifique se todas as despesas estão incluídas, se os dados do agregado familiar estão corretos e se a opção de tributação conjunta ou separada é a mais vantajosa. Caso considere que a proposta da Autoridade Tributária não está correta, é possível rejeitá-la e optar pelo preenchimento manual.
Se não validar a declaração automática até ao final do prazo, esta será considerada entregue, e os casados ou unidos de facto serão tributados em regime separado. Se, após a validação, decidir que prefere uma declaração manual, tem até 30 dias após o prazo de entrega para fazer essa alteração.
Em suma, o IRS automático pode ser uma solução prática, mas é fundamental que os contribuintes avaliem as suas circunstâncias individuais antes de aceitarem a declaração pré-preenchida. Leia também: Maximização de deduções e benefícios fiscais no IRS.
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Fonte: Doutor Finanças





