Preços globais dos alimentos sobem 2,4% em março devido a conflitos

Os preços globais dos alimentos básicos registaram um aumento de 2,4% em março, uma tendência que se deve, em grande parte, à escalada dos custos de energia provocada pela guerra no Irão. Esta informação foi divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice FAO dos preços alimentares, que monitora a evolução dos preços internacionais de diversos produtos alimentares, subiu pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, já se tinha verificado um aumento de 0,9% em relação a janeiro. Com este novo aumento, o índice encontra-se 1% acima do valor registado no mesmo mês do ano passado.

Máximo Torero, economista-chefe da FAO, comentou que, embora o aumento dos preços tenha sido moderado desde o início do conflito, a subida dos preços do petróleo tem um impacto significativo. No entanto, a oferta global abundante de grãos tem ajudado a mitigar esses efeitos. Torero alertou que, se a guerra se prolongar por mais de 40 dias, os agricultores enfrentarão decisões difíceis. Eles poderão optar por cultivar a mesma quantidade com menos recursos, reduzir a área plantada ou mudar para culturas que exigem menos fertilizantes.

Essas escolhas terão repercussões diretas nas futuras colheitas e, consequentemente, no abastecimento de alimentos e nos preços ao longo do ano. O conflito no Irão, iniciado por Israel e Estados Unidos, também provocou um aumento no preço dos fertilizantes, sendo que 30% destes transitam pelo Estreito de Ormuz. O custo do gás, essencial para a produção de fertilizantes, também está a influenciar os preços.

No que diz respeito aos cereais, o preço subiu 1,5% em março, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços do trigo, que subiram 4,3%. Este aumento deve-se às más perspetivas de colheitas nos Estados Unidos, devido à seca, e à expectativa de redução das plantações na Austrália, em consequência do aumento dos custos dos fertilizantes. O milho também registou uma ligeira subida, embora a sua disponibilidade global tenha ajudado a equilibrar as preocupações sobre a falta de fertilizantes. Em contrapartida, o preço do arroz caiu 3% em março, devido a uma diminuição da procura.

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Além disso, o índice de preços do petróleo da FAO aumentou 5,1% em relação a fevereiro, estando 13,2% acima do valor do ano anterior. Os preços da carne subiram 1%, enquanto os laticínios e o açúcar registaram aumentos de 1,2% e 7,2%, respetivamente.

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que começou a 28 de fevereiro, já causou mais de três mil mortos, principalmente no Irão e no Líbano. O envolvimento do movimento Hezbollah, que atacou Israel, complicou ainda mais a situação. O Irão, em retaliação, fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra Israel e várias bases norte-americanas na região, o que provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas essenciais.

Leia também: O impacto da guerra no Irão nos mercados globais.

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Fonte: ECO

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